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Ressuscitar Peter Cushing e rejuvenescer Leia: Efeitos digitais de "Star Wars" continuam a dar que falar

Poucos esperavam ver em "Rogue One" a jovem princesa Leia, e muito menos o comandante da Estrela da Morte, Wilhuff Tarkin. Mas eles ali estavam, graças à tecnologia.

A ressurreição digital da personagem de Peter Cushing, que morreu em 1994, e o rejuvenescimento de Carrie Fisher, que faleceu em dezembro passado, no 'spinoff' da saga dividiu os fãs. Enquanto alguns admiraram a magia técnica, outros consideraram o resultado estranho e a discussão foi lançada: deve ou não Hollywood trazer de volta à vida personagens interpretadas por atores que já morreram, recuperando a sua imagem?
A Lucasfilm lançará a 4 de abril o DVD de "Rogue One" nos Estados Unidos, com um conteúdo extra dedicado ao delicado processo de criação destes personagens digitais. No DVD, o supervisor de animação Hal Hickel descreveu o trabalho de efeitos especiais como "uma longa série de fracassos que resultou numa vitória".
"Os planos fechados de humanos digitais são um dos maiores problemas na computação gráfica", diz o supervisor de efeitos visuais, John Knoll no conteúdo extra.
A crítica dividiu-se entre os que adoraram e os que repudiaram este aspecto digital do filme, que arrecadou mil milhões de dólares nas bilheteiras.Tarkin e Leia foram interpretados por Guy Henry e Ingvild Deila, com a imagem dos atores originais colocada por cima no estúdio de efeitos especiais Industrial Light and Magic (ILM) de São Francisco.

"É preciso muita preparação para entrar nesta personagem, porque todos se lembram da Leia muito bem, então tinha que ser exatamente igual", explicou Deila no DVD.

"Eles gastaram muito tempo com o meu cabelo, obviamente. Pintaram-no duas vezes e, de seguida, acrescentaram um pouco de cabelo extra na frente, porque a linha do cabelo dela é um pouco mais baixa que a minha. E mais cabelo depois, para fazer os coques", afirmou.

"Depois colocaram sensores antes de começar a filmar para que pudessem colocar a cara de Carrie Fisher em cima da minha", acrescentou.

A cena de Leia surge no final, e ela diz só uma palavra, recuperada de um arquivo de áudio. Para Henry foi mais difícil, pois o seu personagem tinha muitas falas.

Fisher pôde ver o filme antes de morrer, a 27 de dezembro, disse Knoll ao canal ABC. "Esteve envolvida no processo, viu o resultado final e adorou".

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