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Cadeia de cinemas nos EUA quer cobrar mais por filmes populares

A política de preços diferenciados pode vir a tornar-se a norma dos cinemas num futuro próximo.

A cadeia de salas de cinema AMC, a maior dos EUA, quer começar a variar os preços dos bilhetes de acordo com a importância dos filmes.

Durante uma conferência, o The Hollywood Reporter registou os comentários de um dos seus responsáveis, Craig Ramsey, após a AMC comprar a Odeon & UCI, a maior cadeia de cinemas da Europa, por 1,2 mil milhões de dólares.

'Eles [Odeon & UCI] estão mais avançados nos preços diferenciados, onde os filmes de maior impacto são mais caros quando estreiam. Trata-se de algo que conversámos nos EUA. Esperamos aprender muito com o que fizeram. Pensamos que isso nos vai permitir começar a ter essas discussões sobre possibilidades de preços nos EUA'.

Na prática, a AMC pretende definir os preços baseado no interesse das pessoas em determinados filmes e colocar bilhetes mais caros para os 'blockbusters' nos primeiros dias, como "Doutor Estranho" e "Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los", assumindo que a maioria quererá sempre vê-los assim que estrearem, independentemente do aumento sofrido.

A alternativa será aguardar cerca de duas semanas até a procura diminuir e descer o preço dos bilhetes.

Se a AMC seguir esta ideia, outras empresas do setor irão acompanhá-la e a política dos preços diferenciados irá generalizar-se e também ultrapassar fronteiras.

Nada que não tivesse sido antecipado por Steven Spielberg e George Lucas: durante uma conferência, os dois cineastas comentaram que a experiência de ir ao cinema no futuro iria comparar-se à de um espetáculo na Broadway, onde se paga mais para assistir aos títulos muito populares.

'Vai ter de se pagar 25 dólares pelo próximo "Homem de Ferro" e provavelmente apenas sete para ver "Lincoln”', resumiu Spielberg em 2013.

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