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«Catembe», o mais censurado filme português, é exibido hoje na Cinemateca

O filme «Catembe» (1964), de Faria de Almeida, o mais censurado dos filmes portugueses, vai ser exibido hoje na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.

Coproduzido pelo realizador e por António da Cunha Telles, a partir de Lisboa e Lourenço Marques, onde foi filmado, «Catembe» é um «caso excecional na filmografia portuguesa, onde figura como o título mais censurado de sempre», sublinha a Cinemateca.

A película estreou-se comercialmente em 1965, no lisboeta cinema Império, numa versão retalhada por 103 cortes de censura, sendo mesmo assim interdito pouco depois, recorda ainda a entidade.

«Catembe» foi exibido publicamente poucas vezes depois de 1974, e será projetado na Cinemateca, pela terceira vez desde 1980, na cópia 35mm atualmente existente.

«Catembe» faz parte do lote de obras da coleção da Cinemateca que não foram ainda preservadas, razão pela qual o filme tem sido muito pouco visto fora do contexto específico de visionamentos de investigações, enquadra ainda a Cinemateca na nota sobre a obra.

A projeção visa chamar a atenção para a importância histórica do filme «incontornável da cinematografia dos anos 1960 portugueses, em que propôs uma reflexão sobre a presença de Portugal em África em anos de Guerra Colonial».

A sessão de «Catembe», na quarta-feira, às 19:00, incluirá a projeção de onze minutos de cortes de censura, depositados na Cinemateca por Faria de Almeida, à semelhança dos restantes materiais do filme.

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