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Comédia «Les Garçons et Guillaume, à Table!» ganha César para Melhor Filme

A comédia «Les Garçons et Guillaume, à Table!» venceu na sexta-feira o César para Melhor Filme, fazendo do realizador Guillaume Gallienne o grande vencedor da 39ª edição destes prémios do cinema francês.

«Les Garçons et Guillaume, à Table!» é uma comédia autobiográfica de Guillaume Gallienne, que fala dele próprio e da sua mãe, e que levou 2,6 milhões de espectadores às salas de cinema após a estreia em França, em novembro. Guillaume Gallienne arrebatou ainda os Césares para Melhor Ator, Melhor Primeiro Filme e Melhor Argumento Adaptado.

«A Gaiola Dourada», do cineasta luso-francês Ruben Alves, estava nomeado para a categoria de Melhor Primeiro Filme, mas o prémio foi para o filme de Gallienne.

O cineasta franco-polaco Roman Polanski obteve o César para Melhor Realizador com o «Vénus de Vison», uma história que envolve um mestre de cena e uma atriz, com laivos de sadomasoquismo, que mistura arte e realidade. Este foi o terceiro César atribuído a Roman Polanski como Melhor Realizador e o seu oitavo César no total.

Sandrine Kiberlain recebeu o César para Melhor Atriz pelo seu papel na comédia «9 Mois Ferme», do realizador Albert Dupontel, no qual encarna uma juiz de instrução que se encontra grávida de um detido. O filme conquistou ainda o troféu para Melhor Argumento Original.

Adèle Exarchopoulos conquistou o César de Atriz Revelação por «A Vida de de Adèle: Capítulos 1 e 2», que acabaria por ser um dos derrotados da noite. O troféu de Ator Revelação foi para Pierre Deladonchamps por «O Desconhecido do Lago».

Na cerimónia da entrega dos Cesares, a atriz Julie Gayet fez a sua primeira aparição pública depois da revelação da sua ligação amorosa com o Presidente da França, François Hollande. A chegada de Julie Gayet ao tapete vermelho pôs fim a uma ausência pública que remonta a 10 de janeiro, data em que foi revelado por uma revista a sua relação com o Presidente francês, de 58 anos.

Gayet, de 41 anos, foi nomeada para a categoria de Melhor Atriz Secundária pelo seu papel no filme «Palácio das Necessidades», do realizador Bertrand Tavernier, mas a vencedora da categoria acabou por ser Adéle Haenel, pela sua interpretação no filme «Suzanne». O filme de Tavernier acabou por valer a Niels Arestrup o César de Melhor Ator Secundário.

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