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Crítica «Ana e as Suas Irmãs»

Em 1986, o sexo e a cidade... já lá estavam.

Andamos todos perdidos e Woody Allen, certamente, consegue mostrá-lo como ninguém. Não fosse o guarda-roupa e ninguém diria que este filme conta já quase 30 anos.

Com a sua querida Nova Iorque como cenário, em «Ana e as Suas Irmãs», o realizador confronta-nos com questões como a infidelidade, a traição, o medo da morte e significado da vida. Pelo meio há histórias com que todos nos identificamos, pessoas que todos conhecemos e situações pelas quais já todos passámos.

Vencedor de três Óscares – Melhor Ator Secundário para Michael Caine, Melhor Atriz Secundária para Dianne Wiest e Melhor Argumento –, visto hoje, continua a fazer todo o sentido. Continuamos a debater-nos com as mesmas inquietações, as mesmas dúvidas existenciais, as mesmas inseguranças e paranóias.

Em 1986, o sexo e a cidade... já lá estavam.


Sandra Almeida
Revista Metropolis

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