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Crítica «Gru - O Maldisposto 2»

Se «Gru – O Maldisposto 2» se chamasse «Os Mínimos dominam o mundo» ninguém estranharia.

É que, na segunda fita sobre o vilão mais ternurento do planeta, os heróis são outros: os bonequinhos amarelos que provaram a sua eficácia viral aquando da estreia da primeira fita.

Desta feita, Gru (Steve Carell) é convocado por uma organização anticrime para encontrar e capturar um novo vilão, o másculo El Macho. Para ser bem sucedido na missão, conta com a ajuda da agente Lucy (Kristen Wiig) e, claro, dos seus fiéis assistentes Mínimos.

A Illumination Entertainment volta aqui a provar que está ao mesmo nível de uma DreamWorks ou de uma Blue Sky. Boas personagens, ótima qualidade na animação e divertidíssimos “sketches” com as personagens amarelas a garantir ao filme a receita para o êxito. O sucesso é já um facto, já que as receitas de bilheteira da fita não param de aumentar, tendo já ultrapassado os 500 milhões de dólares em todo o mundo.

O que o filme tem a mais que o seu antecessor é, ao mesmo tempo, a sua mais valia e o seu defeito. Se o maior protagonismo para os Mínimos, em pequenos e constantes episódios paralelos à narrativa central da película é, por um lado, cativante e delicioso, é também o que determina que a história central seja menos consistente e muito intervalada por cenas dedicadas às pequenas criaturas.

Está previsto para o próximo ano um spin-off dedicado aos Mínimos. «Gru – O Maldisposto 2» é já uma antevisão do que poderemos ver numa longa-metragem totalmente pintada a amarelo: uma hora e meia de total diversão e fofura a rodos trazida pelos Mínimos. Mas será que eles chegam para aguentar um filme completo?

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