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Crítica «O Herói do Ano 2000»

Uma comédia a lembrar os grandes exemplos dos anos 30 em particular as obras de Charles Chaplin.

Um pobre coitado (Miles Monroe/ Woody Allen) que entra num hospital de Greenwish, em 1973, para uma simples operação é “criogenizado” e vê-se reanimado dois séculos depois. Nessa nova realidade, os EUA estão a viver numa utopia alienante sob a liderança de um ditador despótico. Porém, um grupo rebelde pretende derrubar o governo e instaurar uma nova ordem, de pendor Marxista; e para tal irão precisar deste herói vindo do passado.

Inicialmente, Woody Allen quis ir mais longe e imaginou um futuro onde as pessoas não só estariam proibidas de pensar, como também de falar. Esta premissa iria permitir-lhe fazer um filme mudo. Tal não foi possível, mas ficou o registo de uma comédia a lembrar os grandes exemplos dos anos 30, em particular as obras «Tempos Modernos» e «O Grande Ditador» de Charles Chaplin. A banda sonora - criada pelo realizador - ajuda a recriar esse ambiente da Era do Jazz.


Nuno Vaz de Moura
Revista Metropolis

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