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Emma Stone: «Sinto-me como se fizesse parte do Romeu e Julieta»

Emma Stone é o par romântico de Andrew Garfield em «O Fantástico Homem-Aranha 2»... e na vida real. A atriz é Gwen Stacy, uma das personagens mais marcantes da BD que, no grande ecrã, protagoniza alguns dos momentos mais memoráveis do filme.

Hollywood conhece Emma Stone pelos seus papéis em «O Fantástico Homem-Aranha», «Força Anti-Crime» ou «As Serviçais» mas também pela sua épica boa disposição em público. Mantém uma relação com o ator Andrew Garfield desde 2011 e os dois dão corpo a um dos pares românticos com mais química dos últimos anos no cinema.

Em Paris, a atriz contou-nos como é a Gwen Stacy deste segundo filme da saga e falou-nos de como é ter de lidar com a pressão de não contar os segredos de um blockbuster desta dimensão.

No filme a Gwen Stacy é um misto entre uma rapariga ambiciosa, independente, e uma donzela em apuros. Que lado da personagem prefere?

Emma:
Definitivamente o da rapariga ambiciosa, não tenho qualquer preferência pelo lado de donzela em apuros. A história da Gwen é tão icónica, trágica e bonita. Sinto-me quase como se fizesse parte do Romeu e Julieta, isso vem com a tarefa dar corpo à Gwen Stacy. Foi muito importante para mim poder interpretar a sua força, a sua coragem e a sua ambição.

O Marc Webb (o realizador do filme) disse que a Emma é uma mulher muito forte. Sente isso de si própria? E o que é que para si torna uma mulher forte?

Emma:
Acho que é o caráter que faz uma mulher forte, tal como um homem. É isso que faz um ser humano forte. Não acho que seja necessariamente forte mas acho que tento ser autêntica todos os dias.

No filme, a Gwen faz um discurso muito inspirador, durante a cerimónia de formatura do liceu. Se pudesse refazer esse discurso na vida real, o que diria?

Emma:
Na verdade, acho que o discurso da Gwen cobre muitos dos pontos que eu provavelmente abordaria. A importância de seguir o nosso próprio caminho é algo que tenho defendido sempre. A individualidade de cada um e a descoberta do que cada pessoa pode trazer ao mundo é algo de muito importante para mim. Acho que toda a gente tem dentro de si o potencial de trazer algo ao mundo. Se o concretizam ou não não é a questão, mas toda a gente tem isso dentro de si.

Acho que é importante dizer às pessoas que têm de ser elas próprias e não se comparar aos outros, e isso é algo com que eu luto todos os dias, preciso de um discurso sobre esse tema diariamente. E estou a ser eu própria, tanto quanto posso, numa sala, com pessoas que não conheço e rodeada de gravadores. Isto é o melhor que consigo fazer (risos).

Neste tipo de blockbusters, há uma pressão acrescida para não se divulgar «spoilers». Como é que tem lidado com essa pressão?

Emma:
A verdade é que isso é muito comum hoje em dia, com muitos filmes. Acho que, por causa da internet, quando se acende o rastilho, tudo se espalha por todo o lado, as pessoas são muito mais cuidadosas. Basta ver-se o exemplo do Quentin Tarantino, que desistiu de fazer um filme porque o guião tinha sido divulgado online. A pressão é cada vez maior e, sim, é estranho estar numa digressão mundial com imprensa e não poder falar de muitos pormenores do filme mas é justo para os espectadores que façamos isso.

Qual é a característica do Peter Parker mais importante para a Gwen?

Emma:
Acho que é a sua sensibilidade, a sua vulnerabilidade e o seu humor. Acho que também é por causa dessas características que o Peter Parker é uma inspiração para tantas pessoas. Ele não é do tipo brutamontes ou durão, é um adolescente sensível.

O que é que estes filmes dizem ao seu público?

Emma:
Acho que há uma mensagem maior aqui para o público e especialmente para os miúdos mais novos que é que coisas terríveis podem acontecer na vida real, a tragédia pode acontecer, podemos cometer erros enormes, e isso pode fazer com que queiramos desistir. Este filme diz-nos para não fazer isso, para ultrapassar o que quer que seja que aconteceu e continuar a viver, a lutar e a dar ao mundo o que é suposto darmos.

Qual é a história por trás da sua tatuagem (Emma Stone tem uma tatuagem em forma de pés de pássaro no pulso)?

Emma:
‘Take these broken wings and learn to fly’ (cita uma parte da letra da canção dos Beatles ‘Black Bird’). São pés de pássaro, já agora, o desenho original era muito melhor do que isto, não era suposto as linhas serem tão grossas.

Esta é a minha única tatuagem e a minha mãe, o meu pai e o meu irmão também a têm nos pulsos. A minha mãe teve cancro da mama há cinco anos, a sua canção favorita é o ‘Black Bird’ e, no segundo aniversário do seu diagnóstico, enviei uma carta ao Paul McCartney através do Woody Harrelson, com quem eu tinha trabalhado em Zombieland e que é amigo dele, a dizer ‘a minha mãe teve cancro, Black Bird é canção preferida dela, acha que podia desenhar pés de pássaro para que todos possamos fazer uma tatuagem com o seu desenho?’. Ele respondeu-me com três desenhos de patas de pássaros e nós fizemos as tatuagens. É uma história muito cool, só gostava que o desenho tivesse ficado igual ao original.



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