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Estes filmes têm títulos que nunca mais acabam

A propósito da chegada às salas de cinema de «Alexandre e o Terrível, Horrível, Nada Bom, Péssimo Dia», recordamos alguns dos mais conhecidos e engraçados filmes que não são nada modestos na sua apresentação.

«Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)», de Alejandro González Iñárritu, e «Alexandre e o Terrível, Horrível, Nada Bom, Péssimo Dia», a comédia familiar liderada por Steve Carrell e Jennifer Garner, foram os mais recentes exemplos de um filme com o título... incrivelmente longo.

Embora os casos tenham aumentado nos últimos anos, ainda não é muito habitual filmes lançados pelos estúdios de Hollywood terem títulos compridos - excepto se forem documentários -, mas nas franjas da indústria existem exemplos que chegam a ser bizarros, como o do certamente indescritível comédia de terror «Night of the Day of the Dawn of the Son of the Bride of the Return of the Revenge of the Terror of the Attack of the Evil, Mutant, Hellbound, Flesh-Eating Subhumanoid Zombified Living Dead, Part 3», feita em 2005 por um tal James Riffel.

Existem dezenas de filmes, longos ou curtos, com títulos originais mais compridos do que é habitual, principalmente nos primeiros anos de vida do cinema. Até se encontra um bem português «A Chegada do Rebocador 'Liberal' ao Porto de Leixões e o Desembarque de Romeiros Que, por Mar, Vão ao Porto para a Romaria do Senhor de Matosinhos», feito em 1896.

Foi nos anos 70 do século XX que se viveu o auge desta moda, graças a filmes que se passavam em Nova Iorque e incluíam no título os nomes bizarros das personagens. Entre os exemplos mais conhecidos estão «Who Is Harry Kellerman and Why Is He Saying Those Terrible Things About Me?», «From the Mixed-Up Files of Mrs. Basel E. Frankweiler» e «Sheila Levine Is Dead and Living in New York». E apenas o último teve um título mais modesto em Portugal: «Uma Rapariga da Província».

De títulos originais que nunca mais acabam normalmente resultam também títulos em português igualmente intermináveis, mas também existem (poucas) simplificações e outros que (desnecessariamente) ainda conseguem complicar o que estava simples: um dos casos paradigmáticos é «Flags of Our Fathers - As Bandeiras dos Nossos Pais», de Clint Eastwood.

Entre os mais conhecidos e caricatos, ficam alguns exemplos de títulos que complicam a arrumação de qualquer cartaz ou panfleto com a programação das salas de cinema.

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