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Fantasporto promete muito cinema português, mas fundador quer passar o legado

O produtor e realizador português Fernando Vendrell vai ser homenageado pela carreira, mas Mário Dorminsky avisou que o festival deve «passar para malta mais nova».

A 35.ª edição do Fantasporto vai decorrer no Rivoli - Teatro Municipal entre 24 de fevereiro e 8 de março.

O festival contará com filmes de 28 países e vai ter a sua abertura oficial com a entrada sul-coreana aos Óscares deste ano, «Haemoo», de Sung-bo Shim, enquanto a sessão de encerramento vai decorrer com «Patch Town», de Craig Goodwill.

Ainda haverá lugar para celebrar o 100.º aniversário do nascimento do realizador de «O Mundo a Seus Pés», Orson Welles, e incluir uma retrospetiva dos filmes com Fred Astaire e Ginger Rogers. Entre 24 e 26 de fevereiro o festival vai ainda ter três noites de «horror extremo».

Ainda que a competição de cinema português só englobe uma longa-metragem, o filme «A Porta 21», de João Marco, o evento vai exibir 57 filmes nacionais e o produtor e realizador Fernando Vendrell foi escolhido para ser homenageado: «Achámos que era a pessoa ideal neste momento para ser convidada para receber o prémio de carreira», disse o fundador do Fantasporto Mário Dorminsky sobre o realizador de «Fintar o Destino» e «Pele».

Na conferência de imprensa de apresentação da 35ª edição, de salientar ainda a declaração de Mário Dorminsky de que o evento «tem de passar para malta mais nova», estando, por isso, a introduzir elementos novos na organização do festival.

«Ninguém aproveita aquilo que é, no fundo, o diamante em bruto que é o Fantasporto. Já estamos a chegar a uma altura, não é que estamos farto de Fantasporto, isto tem de passar para malta mais nova e já está a entrar malta mais nova a trabalhar», afirmou.

O organizador realçou que se trata de um «festival com características muito especiais», pelo que «dá trabalho formar pessoas» para manter as lógicas de programação e de funcionamento: «Isso é uma coisa que, aos poucos e poucos, nos últimos anos temos tentado fazer e acho que se está a conseguir», disse Mário Dorminsky.

O organizador do evento ressalvou, no entanto, que não se trata de uma despedida, pelo que acredita que o evento deste ano vai ser «um grande festival».

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