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Fantasporto quer apelar a regresso de fãs do cinema fantástico «mais tradicional»

O Fantasporto quer voltar a atrair os públicos virados para o cinema fantástico dito «mais tradicional», disse hoje o presidente do festival, Mário Dorminsky, que lembrou que a edição deste ano conta com um orçamento igual aos anteriores.

Em conferência de imprensa de apresentação da 34ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto, Mário Dorminsky disse que vão ter «coisas novas que são filmes muito atrativos a nível de público» e acrescentou esperar que «o Fantas chame novamente, se é que eles fugiram, os amantes do fantástico mais tradicional, se é que se pode dizer que há um fantástico tradicional e um fantástico mais do imaginário».

Entre as novidades de programação de um evento que este ano não vai ter período «pré-Fantas» está a secção Fantas Classics, no âmbito da qual vão ser exibidos «E Tudo o Vento Levou» e «O Feiticeiro de Oz», bem como a Industry Screenings, «uma ligação direta à venda e distribuição internacional de filmes» com a presença de três empresas internacionais.

O orçamento do festival é, em valor, «absolutamente idêntico aos anos anteriores», mas «em dinheiro é ligeiramente diferente, é mais baixo», referiu Dorminsky, precisando o montante em 1,450 milhões de euros, o que inclui as várias parcerias. Diversas áreas viram os números ser reduzidos, desde a projeção ao transporte de filmes, no qual o Fantasporto gastava entre 40 a 50 mil euros e neste momento é feito por envelope.

Em relação à polémica encetada com a publicação pela revista Visão, em setembro, de que o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) recebeu uma denúncia dando conta de eventuais ilegalidades na organização do festival de cinema Fantasporto, a diretora Beatriz Pacheco Pereira disse que não iriam abordar o assunto.

«Não vamos falar, temos um processo que metemos nós e não há nenhum contra nós. Demos as informações todas a seu tempo e esse processo está em segredo de justiça, está nos tribunais, a decorrer e que eu saiba não há nada contra nós neste momento, nem estamos a contar com nada», disse Beatriz Pacheco Pereira.

Questionados sobre a seleção de filmes para este ano, do total de 1.200 que receberam, e sendo a primeira edição sem o membro da direção António Reis, a responsável do evento disse que havia «pessoas que tinham uma passagem muito efémera pela estrutura do festival», com Dorminsky a acrescentar que «o [António] Reis nunca viu filmes na seleção».

«Porque é que as coisas aconteceram? Honestamente, do fundo do coração, não percebemos, não sabemos porquê», afirmou Mário Dorminsky, em relação ao sucedido na sequência dos despedimentos e saídas de elementos da cooperativa Cinema Novo, que organiza o festival.

Em setembro, após a peça da Visão, Mário Dorminsky garantiu que «nunca foi cometida qualquer ilegalidade na gestão da Cinema Novo». No mesmo mês, a Procuradoria-Geral da República confirmou à Lusa que o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto iria abrir um inquérito à gestão da cooperativa Cinema Novo.

A edição deste ano do Fantasporto vai contar com uma seleção oficial que inclui várias antestreias mundiais e o filme favorito de 2013 do realizador Quentin Tarantino, o israelita «Big Bad Wolves», segundo a organização.

De acordo com a seleção oficial, publicada no mês passado, a 34.ª edição do festival de cinema vai ter como filme de abertura oficial «Vampire Academy» (na imagem), de Mark Waters, estando o encerramento a cargo de «The Railway Man», de Jonathan Teplitzky, com Colin Firth e Nicole Kidman.

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