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Festa do Cinema Italiano está de regresso com antestreias, clássicos e concertos

Em Lisboa, o festival decorre entre 5 e 13 de abril em espaços como o cinema São Jorge, o UCI El Corte Inglés e a Cinemateca Portuguesa, entre outros. Serão exibidos em torno de 50 filmes e realizados uma série de eventos paralelos.

A Festa do Cinema Italiano avança para a sua 10ª edição e, para além de Lisboa, o festival passa por Porto (5 e 12), Coimbra (5 a 7) e Setúbal (6 a 8).

Já em Almada serão sessões intercaladas nos dias 5, 9 e 12.

Em termos cinematográficos a programação começa com o drama “Fai Bei Sogni” (foto), que estreia comercialmente com o nome de “Sonhos Cor-de-Rosa” também esta semana.

Obra do veterano Marco Bellochio que abriu a Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes do ano passado, o filme narra a história de um adulto solitário cuja vida é marcada pela morte da mãe quando tinha nove anos [ver artigo].

“É um autor que nós gostamos muito”, diz ao SAPO Mag Stefano Savio, diretor do festival.

“Nós já lhe dedicámos uma retrospetiva e também já abrimos outra edição da Festa com um trabalho dele. “Fai Bei Sogni” tem um impacto muito forte na maneira como a história é contada, há uma grande humanidade. Achamos que seria um bom filme de abertura”, acrescentou.

A máfia volta a matar no verão…?

Pif, é como assina os seus filmes Pierfrancesco Diliberto e “In Guerra per Amore” é o filme de encerramento do certame.

Com os direitos de distribuição já adquiridos para Portugal pela associação que organiza a Festa, a Il Sorpasso, a obra é uma espécie de sequela do seu trabalho anterior, o brilhante “A Máfia só Mata no Verão” – vencedor do prémio do júri da sétima edição.

Muito conhecido como cómico da televisão no seu país, Pif aproveita a sua notoriedade para tratar de uma forma muito singular um dos problemas crónicos da Itália – a máfia. Em “Guerra per Amore”, volta a entrelaçar um romance aparentemente juvenil para fazer, na realidade, um exploração do problema histórico que é a presença da máfia na Sicília.

“É muito inteligente a forma dele abordar o assunto, criando um contraste com tons mais sérios de Roberto Saviano, por exemplo”, observa Savio.

Outras antestreias nacionais serão “Se Dio Vuole” ("Se Deus Quiser"), comédia de Edoardo Falcone (foto pri, e “Le Confessioni” (foto principal), novo trabalho de Roberto Andó, cineasta que abriu a oitava edição com “Viva a Liberdade” e estará em Lisboa para apresentar um filme novamente marcado por tonalidades políticas e a presença de Toni Servillo como protagonista.

Na mostra de cinema italiano contemporâneo, que compreende 14 filmes, destaque ainda para “Perfetti Sconosciuti”, trabalho de Paolo Genovese, um dos mais bem-sucedidos cineastas da Itália, que consegue unir qualidade com sucesso.

“É um filme muito bem realizado, toca os nervos da atualidade de uma maneira muito precisa. Está a ser vendido como uma comédia mas, no final, é um terrível drama”, sintetiza o diretor do festival.

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