Artigo

Festival de Cinema arranca em Berlim e inclui dois filmes portugueses

O festival começa com «Nadie Quiere la Noche», de Isabel Coixet, protagonizado por Juliette Binoche, e vai homenagear Wim Wenders. O júri é presidido pelo realizador Darren Aronofsky.

A 65.ª edição do Festival de Cinema de Berlim abre esta quinta-feira com o filme «Nadie Quiere la Noche", da realizadora espanhola Isabel Coixet, protagonizado por Juliette Binoche.

Além do filme de Coixet, a competição pelo Urso de Ouro - o prémio máximo da Berlinale - conta ainda com filmes como «Knight of Cups», de Terrence Malick, «Taxi», de Jafar Panahi, «Queen of the Desert», de Werner Herzog, «Journal d'une Femme de Chambre», de Benoit Jacquot, «El Club», de Pablo Larraín, «El Botón de Nácar», de Patricio Guzmán, e «Eisenstein in Guanajuato», de Peter Greenaway.

O júri é presidido pelo realizador Darren Aronofsky. O realizador alemão Wim Wenders receberá um Urso de Ouro de Carreira e exibirá, fora de competição, «Everything Wil Be Fine».

Os documentários «Rabo de Peixe», de Joaquim Pinto e Nuno Leonel, e «Iec Long», de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, marcam a presença portuguesa no festival.

Os dois filmes foram selecionados para a secção Fórum do festival alemão, dedicada a ensaios visuais e a obras mais experimentais, vanguardistas, seja em ficção ou documentário.

«Rabo de Peixe» terá a primeira exibição no dia 07 e «Iec Long» no dia 10.

Joaquim Pinto e Nuno Leonel, autores do premiado «E agora? Lembra-me», apresentam em Berlim uma nova montagem de um documentário rodado entre 1999 e 2003 em São Miguel, Açores, sobre uma comunidade ligada à pesca artesanal e sobre a relação dos pescadores com o mar e a morte.

«Iec Long», curta-metragem já exibida em Portugal, no festival Porto/Post/Doc, é a mais recente colaboração entre João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata. Novamente rodado em Macau, o filme é sobre uma antiga fábrica de panchões, cartuchos de pólvora que se queimam habitualmente no Ano Novo Chinês.

No âmbito do Festival de Berlim acontece ainda o «Berlin Talents», um fórum com debates e encontros para jovens profissionais de todo o mundo. Este ano, neste encontro, participam o realizador André Godinho, o ator Miguel Nunes, a produtora Joana Gusmão e o produtor Júlio Alves.

A artista plástica portuguesa Filipa César, que tem dedicado particular atenção ao arquivo fílmico da Guiné-Bisssau, participará num encontro, com o realizador guineense Flora Gomes, sobre cinema e memória.

O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, estará presente na abertura, no âmbito de uma deslocação oficial à Alemanha, que envolve negociações para uma atualização do acordo de coprodução de obras cinematográficas luso-alemãs.

Comentários