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Festival IndieLisboa abre hoje com filme «Gare du Nord»

«Gare du Nord», filme da realizadora francesa Claire Simon, abre hoje o festival IndieLisboa, uma edição que se consolida, segundo a organização, como «plataforma de visibilidade» do cinema independente.

Nesta 11ª edição, o IndieLisboa assinalará ainda os dez anos do IndieJúnior e os 40 anos da Revolução de Abril. A efeméride histórica é assinalada na sexta-feira, com a exibição da comédia «As Ondas de Abril» («Les Grandes Ondes à l'Ouest"), de Lionel Baier, sobre dois jornalistas suíços em reportagem em Portugal e que são apanhados pela revolução.

Sexta-feira acontecerá ainda a estreia do documentário «Mudar de Vida», de Pedro Fidalgo e Nelson Guerreiro, sobre a vida e obra do músico José Mário Branco, e a exibição da curta-metragem «A Caça-Revoluções», de Margarida Rêgo. A temática da revolução é abordada ainda em «Outra Forma de Luta», de João Pinto Nogueira, a partir de 13 perguntas que o escritor Nuno Bragança fez ao político Carlos Antunes.

A competição nacional apresentará 17 curtas-metragens e quatro longas-metragens: «Alentejo, Alentejo», de Sérgio Tréfaut, «O Novo Testamento de Jesus Cristo segundo João», de Joaquim Pinto e Nuno Leonel, «Revolução industrial», de Tiago Hespanha e Frederico Lobo, e «Tales of Blindness», de Cláudia Alves.

Das 17 «curtas» a concurso, há várias coproduções estrangeiras e dois filmes já selecionados para Cannes: «A Caça-Revoluções», de Margarida Rêgo (Portugal/Reino Unido), e «Boa Noite Cinderela», de Carlos Conceição.

Da produção estrangeira, assinala-se a escolha de filmes de Xavier Dolan ( «Tom à la Ferme», que encerrará o IndieLisboa), de Tsai Ming-liang ( «Journey to the West»), de Johnnie To ( «Blind detective»), Catherine Breillat ( «Abus de Faiblesse») e Júlio Bressane ( «Educação Sentimental»).

Toda a programação está disponível no site oficial.

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