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Francesco Rosi, mestre do cinema político italiano, morre aos 92 anos

Foi o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1972 com «O Caso Mattei».

O cineasta italiano Francesco Rosi morreu este sábado aos 92 anos.

Segundo o Corriere della Sera, o realizador e argumentista, que estava há dias acamado por causa de uma bronquite, morreu enquanto dormia.

Rosi, que nasceu em 15 de novembro de 1922 em Nápoles, entrou para o mundo das artes depois de estudar Direito.

Começou pelo teatro e seguiu para o cinema, onde, em 1948, foi assistente de Luchino Visconti no filme «A Terra Treme».

A sua colaboração com Visconti prolongou-se noutros projetos, como «Belíssima» (52), no qual foi co-argumentista, ou «Sentimento» (54), como assistente de realizador.

Era considerado um dos mestres dos filmes de investigação e depois de começar uma carreira autónoma em 1958, conseguiu com «Salvatore Giuliano» em 1961, sobre o criminoso siciliano, um sucesso a nível internacional.

Em 1963, ganhou o Leão de Ouro de Veneza com o filme «As Mãos Sobre a Cidade», com Rod Steiger, que confirma uma predileção pelos retratos do poder.

Dez anos mais tarde, em 1972, consegue a Palma de Ouro do Festival de Cannes com «O Caso Mattei», que se debruçava sobre a morte em circunstâncias estranhas de Enrico Mattei, o presidente do grupo petrolífero ENI, em 1962.

O seu último filme foi o premiado «A Trégua» (97), com John Turturro e Rade Serbedzija, baseado na obra autobiográfica de Primo Levi sobre o regresso dos italianos judeus de Auschwitz após a guerra.

O Festival de Berlim concedeu a Francesco Rosi o Urso de Ouro pela sua carreira em 2009 e a Mostra de Veneza o Leão de Ouro pelo mesmo motivo em 2012.

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