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Grupo árabe lança apelo a Clint Eastwood e Bradley Cooper

Organização árabe-americana de direitos humanos receia que «Sniper Americano» incentive ameaças a muçulmanos e diz que as estrelas podem desempenhar um papel de tolerância.

Uma organização árabe-americana de direitos humanos pediu ao realizador Clint Eastwood e ao ator Bradley Cooper que denunciem a linguagem de ódio que está a ser dirigida aos árabes e muçulmanos americanos após a estreia de «Sniper Americano», um gigantesco sucesso comercial nomeado para seis Óscares, incluindo o de melhor filme.

De acordo com a carta enviada pelo Comité Árabe-Americano Anti-Discriminação (ADC, na sigla em inglês), os seus membros tornaram-se o alvo de «violentas ameaças» ainda antes do filme chegar às salas de cinema.

O comité diz estar a colaborar com a polícia e o FBI para identificar a origem das ameaças. Uma das mensagens recolhidas nas redes sociais elogia o filme por retratar os árabes «como o que realmente são: vermes que têm a intenção de nos destruir».

Na carta endereçada a Eastwood e Cooper, a organização salienta que eles podem credibilizar uma mensagem de tolerância: «Pensamos que podem desempenhar um papel significativo de apoio ao mostrar o perigo que estamos a correr e que árabes são americanos e muçulmanos são americanos».

«Sniper Americano» conta a história de Chris Kyle, um atirador de elite no Iraque, creditado com a morte de 160 pessoas. O filme está envolvido em vários polémicas: muitos defendem que suaviza a imagem de Kyle representada no livro que escreveu, onde chamava «selvagens» aos muçulmanos e glorificava a guerra.

Nenhum incidente foi noticiado desde a estreia do filme e Eastwood e Cooper ainda não deram resposta à carta.

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