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Homem-Aranha só pode ser branco e heterossexual, dizem mails da Sony

O WikiLeaks publicou mais uma série de documentos que mostram o acordo entre a Sony e a Marvel sobre a personagem.

O WikiLeaks publicou esta quinta-feira outros 276.394 documentos da Sony Pictures relacionados com o ciberataque que o estúdio de Hollywood sofreu em novembro do ano passado e uma das informações já conhecidas começa a causar polémica nos EUA: a de que Peter Parker/Homem-Aranha deve ser branco e heterossexual.

O acordo legal entre a Sony Pictures Entertainment e a Marvel Entertainment agora divulgado apresenta uma lista de especificações do que a personagem é e o que pode ou não fazer.

No caso do alter-ego Homem-Aranha, este «não tortura», «não mata em sua defesa ou da de outros», «não usa palavrões para lá de maiores de 13 anos», «não fuma», «não vende ou distribui substâncias ilegais», «não abusa de álcool», «não tem sexo antes dos 16 anos», «não tem sexo com alguém abaixo dos 16 anos» e «não é homossexual (exceto se a Marvel tiver retratado esse alter-ego como homossexual)».

Já Peter Parker surge tendo como nome completo «Peter Benjamin Parker» e «branco e heterossexual». Além disso, «a partir do momento em que os seus pais desapareceram foi criado pela Tia May e o Tio Ben em Nova Iorque», «ganhou os seus poderes após ser mordido por uma aranha», «desenha o seu primeiro traje vermelho e azul», «o traje negro é um Simbionte e não foi feito por ele», «foi criado numa casa de classe média em Queens, Nova Iorque», «frequenta ou frequentou um liceu em Queens, Nova Iorque» e «frequenta ou frequentou a universidade em Nova Iorque».

O acordo entre as duas empresas começou a ter efeito em setembro de 2011, curiosamente apenas um mês após ter surgido pela primeira vez na edição Ultimate Marvel uma personagem negra latina, Miles Morales, como Homem-Aranha».

A Sony e a Marvel não reagiram a estas notícias, mas sabe-se que estão prestes a escolher um novo Peter Parker/Homem-Aranha. Os candidatos conhecidos refletem a lista de especificações.

A Sony Pictures sofreu em 24 de novembro de 2014 um ataque maciço na sua base de dados que provocou um conflito diplomático entre os EUA e a Coreia do Norte, acusada de estar por detrás da ação.

A Wikileaks continua a publicar os documentos com a justificação de que «são de domínio público» e a sua divulgação permite mostrar «as engrenagens de um influente multinacional».

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