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James Cameron detesta redes sociais

O realizador de «Avatar» foi implacável no extermínio do Facebook e Twitter.

Sem James Cameron, o cinema continuaria a existir, mas seria muito diferente. O seu trabalho foi pioneiro, abraçando e forçando os limites da tecnologia, desse esforço resultando trabalhos como «Aliens – O Recontro Final», «O Abismo», «Exterminador Implacável 2: O Dia do Julgamento», «Titanic» e, claro, «Avatar», de que estão em preparação mais três filmes, e, em associação com a National Geographic, estendeu-se à investigação científica. Tem sido igualmente uma das forças por detrás dos filmes em 3D.

Mas durante uma entrevista ao jornal USA Today em que fala da paixão pela exploração submarina e o seu próximo trabalho, «Deep Sea Challenge 3D», que estreia a 8 de agosto nos EUA, o cineasta de 59 anos não poupou nas palavras para expressar o seu desdém pelo mundo da tecnologia pessoal e das redes sociais.

«Fui a primeira pessoa que conhecia a ter um telemóvel no meu carro em 1983», recordou. «Na altura, foi intrigante. Agora, vejo aquilo apenas como uma grilheta e correntes», comentou ao afirmar que recusa ficar refém de um «smartphone». E observa: «Olho à volta nos aeroportos e toda a gente está absorta no seu pequenos ecrã, abstraída do mundo que a rodeia. Não vivem o momento. Fiz uma escolha consciente de não passar todo o meu tempo a olhar para um dispositivo. Recuso fazê-lo. Portanto, aqui está. Sou um ludita» [uma alusão ao movimento do século XIX que ia contra a mecanização do trabalho em consequência da Revolução Industrial e que hoje se refere aos que se opõe à industrialização intensa ou às novas tecnologias]. E acrescentou logo de seguida: «Mas sou um ludita da tecnologia de ponta».

E sobre as redes sociais? Uma perda de tempo: «Detesto. Não quero estar disponível para o mundo. Não quero partilhar tudo o que faço». E apesar de reconhecer já ter utilizado o Twitter? «Também detesto os tweets de toda a gente. São aborrecidos. O que se pode dizer em 140 caracteres? Nem sequer consigo limpar a garganta em 140 caracteres».

E existe algo que seja tolerável? O iPad, que está presente durante as rodagens. «É uma boa ferramenta. Pode carregar as apresentações, as cenas editadas. Pode-se ter as mais recentes sequências com efeitos especiais para aprovação. É útil».

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