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Jeremy Irons conta as suas histórias de Lisboa

«Comboio Noturno para Lisboa» levou Jeremy Irons à estação do Rossio, à Bica e ao cemitério dos Prazeres. De passagem por Portugal, o ator falou das memórias que levou de Lisboa e de como foi partilhar o protagonismo de um filme com uma cidade.

O protagonista e Bille August, o realizador da fita, voltaram à cidade, meses depois da rodagem, para falar com a imprensa sobre a fita.



Duas décadas depois de «A Casa dos Espíritos», o realizador dinamarquês Bille August voltou a Portugal para filmar «Comboio Noturno para Lisboa», uma vez mais com Jeremy Irons como protagonista. A diferença é que da primeira vez, a rodagem no nosso país estava toda focada na recriação de outro local, a cidade Santiago do Chile durante a ditadura militar, e agora o objetivo é mesmo o de filmar Lisboa, que é praticamente a personagem principal da película.

«Comboio Noturno para Lisboa» adapta ao cinema o romance homónimo de Pascal Mercier, centrado na personagem de Raimund Gregorius (Irons), um pacato professor suíço de latim que salva uma jovem de cometer suicídio e fica obcecado por um livro que lhe chega às mãos quando a procura, assinado por um autor português chamado Amadeu de Prado. O texto recorda a luta contra a ditadura de Salazar, e o docente embarca numa exploração de Lisboa na tentativa de encontrar o autor e saber a verdade por trás daquela vida misteriosa.

O filme é quase totalmente rodado em Lisboa, com um elenco de estrelas internacionais. Além de Irons, surgem ainda no elenco Mélanie Laurent, Jack Huston, Martina Gedeck, Bruno Ganz, Christopher Lee, Lena Olin, Charlotte Rampling e Tom Courtenay. Entre os atores portugueses contam-se Nicolau Breyner, Beatriz Batarda, Marco D'Almeida e Adriano Luz.

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