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McConaughey e Leto espantam e emagrecem em «O Clube de Dallas»

Duas das interpretações mais elogiadas do ano pertencem a Matthew McConaughey e Jared Leto, quase irreconhecíveis num filme que está a dar muito que falar, «O Clube de Dallas», que recria uma história verídica dos inícios da epidemia da Sida.

Em 1985, Ron Woodroof, um eletricista mulherengo e homofóbico de Dallas, contrai o vírus da Sida. Quando lhe dão apenas um mês de vida, Woodroof não baixa os braços e quando começa a perceber que está a melhorar ao tomar determinadas substâncias não aprovadas pelas farmacêuticas, começa a traficá-las para o Texas. Rapidamente, cria o chamado Clube de Dallas, através da qual fornece essas drogas por uma mensalidade, tentando assim contornar as probições da lei.

Woodroof faleceu em 1992, no mesmo ano em que a sua história foi contada num artigo do «The Dallas Morning News». O projeto para a adaptar ao cinema surgiu logo por essa altura, tendo chegado a ter Brad Pitt no papel principal, mas foi preciso esperar mais de 20 anos para o filme chegar às salas, com o canadiano Jean-Marc Vallée atrás das câmaras e Matthew McConaughey no papel principal. O ator emagreceu 23 quilos para fazer a personagem e tem recebido por ela os maiores elogios da sua carreira. O papel já lhe valeu o Globo de Ouro e há quem aposte nele para o Óscar.

Nas personagens secundárias, além de Jennifer Garner e Steve Zahn, quem mais se destaca é Jared Leto, que dedicara os seus últimos quatro anos à carreira de vocalista e compositor dos Thirty Seconds to Mars, e regressa agora ao cinema em grande, no papel de Rayon, um homem que se vê a si próprio como mulher, e para o qual teve de emagrecer 14 quilos. O Globo de Ouro de Melhor Ator Secundário também lhe foi parar às mãos e ele é também um dos favoritos ao Óscar.

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