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Morreu Michael Ballhaus, um dos colaboradores mais próximos de Fassbinder e Scorsese

Era um dos mais prestigiados diretores de fotografia no cinema. Além de seis filmes com Martin Scorsese, fez 16 com o realizador Rainer Werner Fassbinder.

Michael Ballhaus, um dos mais importantes diretores de fotografia no cinema, morreu na terça-feira em Berlim após curta doença. Tinha 81 anos.

Nascido em Berlim em agosto de 1935, um dos grandes destaques da sua carreira foram os 16 filmes com o lendário realizador alemão  Rainer Werner Fassbinder, que começou com "Whity" em 1971 e incluiu, por exemplo, "As Lágrimas Amargas de Petra von Kant" (1972), "O Direito do Mais Forte à Liberdade" (1975), "Satansbraten" (1976), "Roleta Chinesa" (1976), "O Casamento de Maria Braun" (1979) e "Lili Marleen" (1981).

Radicado mais tarde nos EUA, teve outra frutuosa colaboração artística com Martin Scorsese em seis filmes: "Nova Iorque Fora de Horas" (1985), "A Cor do Dinheiro" (1986), "A Última Tentação de Cristo" (1988), "A Idade da Inocência" (1993), "Gangs de Nova Iorque" (2002) e "The Departed - Entre Inimigos" (2006).

Era conhecido pelos tons vermelhos, de que um dos exemplos maiores está em "Drácula de Bram Stoker" (1992), de Francis Ford Coppola, os fumos e as sombras, mas também pelo uso do efeito "vertigo", conseguido pela alteração do zoom da lente e o movimento da câmara, e os planos sequência em 360º à volta dos atores.

Um dos seus feitos mais famosos é a sequência de três minutos sem cortes em "Tudo Bons Rapazes" que acompanha a entrada de Ray Liotta e Lorraine Bracco no clube noturno Copacabana através dos corredores e cozinha.

As nomeações para o Óscar foram por "Edição Especial" (1987), "Os Fabulosos Irmãos Baker" (1989) e "Gangs de Nova Iorque". Nunca ganhou o prémio.

"Uma Mulher de Sucesso" (1988),  "Quiz Show" (1994), "Sleepers - Sentimento de Revolta" (1996), "Força Aérea 1" (1997) e "Alguém Tem Que Ceder" (2003) são outros dos títulos marcantes do seu percurso artístico.

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