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Mourinho, Jesus... e outras gramáticas da rivalidade desportiva no cinema

No desporto, as rivalidades são o combustível para alcançar uma outra dimensão competitiva. No cinema, o espetáculo pode ser igualmente empolgante.

Tudo começou com um jogador com um nome peculiar: Talisca, um jogador de futebol brasileiro contratado esta época pelo Benfica. José Mourinho elogiou a aquisição em entrevista à TVI, mas sempre acrescentou que havia vários clubes ingleses a segui-lo e se o jogador «tivesse licença de trabalho estaria em Inglaterra».

Perante estas declarações, o treinador do Benfica Jorge Jesus resolveu puxar dos galões... e de referências literárias: «Talisca é um jovem e se o Benfica chegou primeiro mais uma vez demonstra que tem qualidade naquilo que faz. Para mim, pelos jogos que fez no Brasil, conheciam tanto o Talisca como eu conhecia o D'Artagnan».

O treinador do Chelsea não demorou a avançar para o segundo assalto na guerra de palavras em entrevista ao Maisfutebol e à TVI e após um elogio à organização do Benfica, foi brutal: «Não gostei de um colega de profissão ter duvidado das minhas palavras que, para além disso, foram comentários positivos. Mas fico contente por perceber que ele lê Alexandre Dumas. Ao contrário de mim que, sinceramente, com a vida que tenho, e por estar a trabalhar fora de Portugal há tanto tempo, limito-me a ler quando posso a gramática portuguesa, que é para um dia não me acusarem de andar aos pontapés com ela».

O tempo dirá se estamos a assistir ao início de uma dura rivalidade entre treinadores que no passado trocaram muitos elogios.

No cinema, também algumas rivalidades desportiva, reais ou ficcionais, deram origem a filmes mais ou menos empolgantes. Ficam alguns exemplos...

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