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Óscares: Escândalo de Harvey Weinstein leva Academia a preparar código de conduta

Após a expulsão de Harvey Weinstein, a Academia responsável pela atribuição dos Óscares prepara alterações que se vão reflectir sobre o comportamento dos seus membros.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas vai criar um "código de conduta" para os seus membros.

A novidade surge após os escândalos de assédio e violação que envolvem Harvey Weinstein, que já o levaram à sua expulsão da instituição a 14 de outubro.

O e-mail de Dawn Hudson, CEO da Academia, não menciona o nome do produtor, mas não deixa dúvidas ao declarar que o Conselho de Governadores vai discutir as novas regras em reuniões marcadas para dezembro e janeiro por causa da "preocupação com o assédio sexual e comportamento predatório nos locais de trabalho, especialmente na nossa indústria".

O código de conduta, prossegue a mensagem, "vai incluir uma política para avaliar alegadas violações e determinar se ações sobre a qualidade de membro são necessárias".

A Academia tem sido criticada por manter entre os seus membros o realizador Roman Polanski, que ganhou um Óscar em 2003 por "O Pianista", que foi condenado pelo caso de violação em 1977 que o levou a abandonar os EUA; Bill Cosby, acusado de violação por dezenas de mulheres; e Mel Gibson, que fez declarações anti-semitas.

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