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Quando a realidade e o desenho animado se encontram

«O Congresso» é o mais recente filme a recordar-nos que o desenho animado e a imagem real também se juntam no cinema. De «Mary Poppins» a «Quem Tramou Roger Rabbit» recordamos os principais cruzamentos entre esses dois mundos.

O mais recente e muito elogiado filme de Ari Folman, «O Congresso», divide-se entre parcelas extensas de imagem real e de desenho animado. Porém, há muitos casos em que esses dois universos se misturaram efetivamente no grande ecrã, mesmo à frente dos olhos do espetador, sendo «Quem Tramou Roger Rabbit» o exemplo mais perfeito e simbólico.

As primeiras experiências começaram no cinema mudo, com séries como «Out of the Inkwell» e «Alice Comedies», e entre os momentos mais recordados contam-se a dança de Gene Kelly com o rato Jerry em «Paixão de Marinheiros» ou a de Dick Van Dyke com os pinguins em «Mary Poppins».

A partir dos anos 90, no cruzamento com imagem real, o desenho animado foi substituído pela animação informática foto-realista, de forma que, de «Parque Jurássico» a «Os Smurfs», passando por «Ted» ou «Avatar», é cada vez mais difícil perceber onde termina a realidade e começa a imagem animada.

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