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Receitas das salas de cinema desaceleram na China

A China permanece o segundo maior mercado do mundo, mas as receitas dos filmes já não crescem 30% ao ano.

As receitas de cinema na China apenas cresceram 3,7% em 2016, em clara desaceleração depois de terem aumentado 30% por ano durante uma década.

Muitos filmes nacionais medíocres e o combate à fraude são apontadas como causas.

As receitas de bilheteira foram de 45,7 mil milhões de iuanes [6,25 mil milhões de euros] no ano passado na China, informou na segunda-feira a agência estatal de imprensa, rádio, cinema e televisão (SAPPRFT).

A desaceleração é considerada expressiva após o aumento de 48% em 2015.

Ainda assim, a China continua a ser o segundo mercado do mundo depois dos Estados Unidos. Além disso, tornou-se um cliente importante para os estúdios de Hollywood, cujas superproduções fazem muito sucesso no país asiático e levaram ao estreitar de laços, como aconteceu com a co-produção "A Grande Muralha", realizada pelo chinês Zhang Yimou e protagonizada pelo norte-americano Matt Damon.

O número de espectadores de cinema na China subiu 8,9% no ano passado e as receitas dos filmes estrangeiros 10,9% maior, um ritmo de crescimento muito superior ao das películas chinesas, arrasadas pela crítica e ignoradas pelo público.

A China limita rigorosamente, mediante um sistema de cotas, o número de títulos estrangeiras que podem ser exibidos nas suas salas.

Segundo especialistas, o setor na China é prejudicado pela grande quantidade de filmes fracos, pela limitação de um sistema de bilhetes subsidiados que aumenta artificialmente as receitas e por uma campanha contra as fraudes às receitas de bilheteira. Uma lei foi votada em novembro para combater este tipo de fraude.

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