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Robert De Niro fala dos próximos projetos e não esquece Trump

Durante a abertura do seu festival em Nova Iorque, a estrela americana fez o ponto da situação da carreira, incluindo o próximo projeto com Scorsese.

O ator americano Robert De Niro, que já foi presidente do júri do Festival de Cannes em 2011, gostaria de desempenhar outra vez essa função.

"Ser presidente do júri foi muito divertido, espero que me peçam para fazer isso de novo, mas não sei quantos anos se tem de esperar", afirmou entre risos durante uma breve entrevista à agência AFP na abertura do festival de cinema de Tribeca, em Nova York.

Sem contar os primeiros anos do festival, só a atriz Jeanne Moreau presidiu o júri em duas ocasiões, em 1975 e 1995.

De Niro, de 73 anos, vencedor de vários prémios internacionais, incluindo o Óscar de Melhor Ator por "O Touro Enraivecido" (1980), não estará presente na 70ª edição de Cannes, no mês que vem, porque estará na rodagem de uma comédia de Tim Hill, "The War with GranPa".

"Lamento não poder ir a Cannes este ano, porque estou a fazer um filme que atrasou. (...) As filmagens vão começar dentro de cerca de semana e meia nos Estados Unidos", acrescentou.

Além disso, De Niro e Martin Scorsese se reencontrarão, depois de 22 anos após "Casino", no filme de gangsters "The Irishman", que começará a ser rodado em "meados do verão" boreal, disse o ator nova-iorquino.

Este filme, cujo elenco também contará com outra lenda do cinema, Al Pacino, poderia ser rebatizado "I Heard You Paint Houses", título original do livro de Charles Brandt em que é baseado, de acordo com De Niro.

De Niro é um dos atores americanos muito críticos do presidente Donald Trump. No ano passado, chegou a dizer que gostaria de lhe dar um soco. E na véspera da cerimónia de posse, troçou das declarações do magnata no Twitter perante milhares de manifestantes.

"Continuo a pensar a mesma coisa, acho que é terrível", disse agora.

"Não que ele não possa fazer coisas boas, há algumas pessoas na sua equipa que são boas, como [o secretário de Defesa, Jim] Mattis e a embaixadora dos Estados Unidos na ONU"[Nikki Haley], concluiu.

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