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Robert De Niro vai rejuvenescer (digitalmente) no novo filme de Martin Scorsese

A tecnologia de "Capitão América: Guerra Civil" e "Rogue One: Uma História de Star Wars" vai levar Robert De Niro em "The Irishman" aos tempos de "O Padrinho - Parte II", quando tinha 30 anos.

Desde que foi confirmado por Martin Scorsese em Lyon, "The Irishman" tornou-se um dos projetos mais aguardados de Hollywood.

A razão não é menor: será a nona vez que o cineasta norte-americano vai trabalhar com Robert De Niro, prosseguindo uma parceria que já deu à Sétima Arte títulos como  "Taxi Driver", "O Touro Enraivecido" e "Tudo Bons Rapazes". Será ainda o primeiro encontro desde "Casino", de 1995.

Além disso, será também um filme sobre a máfia que irá juntar De Niro a Al Pacino e Harvey Keitel.

Scorsese espera ainda convencer Joe Pesci a abandonar a semi-reforma.

O produtor Gaston Pavlovich revelou ao Cinemablend que ainda existe outro motivo para prestar muita atenção ao projeto: ainda mais do que aconteceu com Brad Pitt em "O Estranho Caso de Benjamin Button", vai seguir o caminho aberto por "Capitão América: Guerra Civil" e "Rogue One: Uma História de Star Wars" e rejuvenescer Robert De Niro, que está com 73 anos.

"Estamos a olhar para uma tecnologia extraordinária. Não se usam próteses ou caracterização, eles fazem a representação e a tecnologia consegue levá-los por diferentes idades sem próteses. Vimos alguns testes e tem um aspecto extraordinário. Pudemos filmar o Bob e fazer apenas uma cena e vimos vir para baixo como quando ele tinha 20, 40, 60 anos [...] Imagine ver De Niro ter o aspeto dos tempos de "O Padrinho - Parte II", é basicamente como o vamos voltar a ver".

Robert De Niro já tinha feito uma alusão ao tema, indicando que outros atores do elenco também iam parecer mais novos.

"The Irishman"  baseia-se num livro de Charles Brandt chamado "I Heard You Paint Houses" ["Ouvi dizer que Pintas Casas", uma frase em código que se refere ao sangue que atinge as paredes durante os crimes] e conta a história de Frank Sheeran (papel de De Niro), que no seu leito de morte confessou que executou o seu amigo e o famoso sindicalista Jimmy Hoffa (Pacino), que tinha "desaparecido" em 1975 sem deixar rasto.

No livro, Sheeran também admitiu que eliminou o gangster “Crazy” Joe Gallo (que seria Pesci) no restaurante em Manhattan em 1972, naquele que foi um dos mais famosos assassinatos da história da máfia.

O filme já tem financiamento e deve chegar aos cinemas em 2018.

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