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«Robocop»: cinco diferenças entre o original e o «remake»

Mais de 25 anos após a estreia de «Robocop - O Polícia do Futuro» chega às salas de cinema o «remake» assinado pelo brasileiro José Padilha. As diferenças entre os dois são muitas mas o SAPO Cinema assinala cinco das mais significativas.

Cada vez há mais «remakes» em Hollywood e cada vez mais eles se colam em demasia ao primeiro filme. Nesse sentido, «Robocop», realizado por José Padilha, é uma fita que diverge da norma: as alterações em relação ao original de Paul Verhoeven estreado em 1987 são maiores que as semelhanças. Sem revelar muito do essencial do novo filme, eis cinco das maiores diferenças entre as duas versões.

O ambiente geral: A versão original tinha um tom muito mais apocalíptico e decorria num futuro cheio de violência, com a economia em colapso, o crime em escalada vertiginosa e a polícia a ser gerida por uma entidade privada, a Omnicorp. Na nova versão, a ação decorre em 2028 mas a sociedade é praticamente igual à atual, sem sinais de colapso iminente. A Omnicorp também é uma multinacional mas quer introduzir nos EUA legislação que permita a substituição dos agentes policiais por robôs, à imagem do que no filme já sucede com os soldados enviados em missões fora do país.

A origem de Robocop: Também é diferente nas duas versões a forma como o corpo do policial Alex Murphy fica desfeito, o que levará à sua transformação no ciborgue Robocop. No original, Murphy era apanhado por um gangue de criminosos e alvejado várias vezes, até ser deixado quase como morto. Na nova versão, Murphy fica à beira da morte com a explosão de uma bomba que os criminosos colocam no seu automóvel.

A família: No original, a família de Murphy praticamente desaparece da história quando ele se torna o Robocop, sem nunca saber que ele afinal sobreviveu. Na nova versão, a mulher e o filho de Murphy são parte ativa e importante do enredo até ao fim.

A memória: No original, Robocop surge sem memória de que é Alex Murphy e o facto de serem ambos a mesma pessoa é escondido de toda a gente. Na nova versão, Robocop mantém a memória de Alex Murphy e é amplamente divulgado na comunicação social que ambos são a mesma pessoa.

As personagens: Alex Murphy é a única personagem a surgir nos dois filmes, interpretada por Peter Weller no primeiro filme e por Joel Kinnaman no «remake». Todas as restantes são diferentes, embora no original a agente da polícia que é parceira de Murphy, Anne Lewis (interpretada por Nancy Allen), seja recriada na nova versão enquanto homem, como Jack Lewis (Michael K. Williams). De resto, nenhuma das personagens da nova versão tem correspondência direta com qualquer uma das da primeira.



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