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«San Andreas» é mais do mesmo

O novo filme de Dwayne Johnson deixa a originalidade de lado: os efeitos especiais acabam por impressionar muito mais do que a história em si.

Num típico filme que retrata uma catástrofe natural, os efeitos especiais acabam por impressionar muito mais do que a história em si. Em «San Andreas», a narrativa aborda um grande sismo ocorrido nos EUA e as suas devastadoras consequências. Ray (Dwayne Johnson) é um bombeiro corajoso e empenhado que se vê envolvido no meio desta enorme turbulência. Enquanto tenta salvar a ex-mulher, (Carla Gugino), Ray terá ainda um desafio maior: encontrar a sua filha, Blake (Alexandra Daddario), que está em São Francisco, local onde o terramoto é mais sentido.

Brad Peyton capricha em evidenciar os resultados catastróficos do sismo e a superlatividade heroica do protagonista da obra, mas perde-se nos detalhes. A obra acaba por exagerar nos vários momentos de puro desastre, cansando, a certa altura, o espectador. O 3D acaba por também não ser tão útil como poderia ser.

Dwayne Johnson bem que tenta descolar-se das figuras cheias de músculos e com diálogos insípidos que costuma interpretar. Bem... ainda não foi desta que tal foi alcançado. As restantes personagens são também pouco trabalhadas na composição e a maioria do elenco também não ajuda muito no processo. A salvar está um sempre impecável Paul Giamatti, que até num papel secundário consegue atribuir alguma luz a um filme algo cinzento em termos interpretativos.

«San Andreas» não acrescenta em nada quanto à história retratada, que contém vários clichés e deixa a originalidade de lado. O mesmo não se poderá dizer, contudo, dos efeitos especiais, que mostram de uma forma única os efeitos de um terramoto. Contudo, por melhores que sejam estes efeitos, tal nunca chegará para fazer um bom filme.

TATIANA HENRIQUES
2 em 5
REVISTA METROPOLIS

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