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Sociedade Portuguesa de Autores manifesta pesar pela morte de António de Macedo

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) manifestou hoje o seu pesar pela morte do cineasta e escritor António de Macedo, aos 86 anos.

Em comunicado, a SPA refere que António de Macedo, que morreu na passada quinta-feira, “foi um dos realizadores revelados no ciclo do Cinema Novo com a adaptação de ‘Domingo à Tarde’, de Fernando Namora, com produção de António da Cunha Telles”.

“O seu filme ‘A Promessa’, baseado na peça homónima de Bernardo Santareno, esteve em competição no Festival de Cannes. Alguns dos seus filmes - caso de ‘Nojo aos Cães’, rodado em 1970, de ‘O Princípio da Sabedoria’, de 1975, ou de ‘As Horas de Maria’, de 1979, foram muito discutidos ou mesmo interditados como foi o caso da obra concluída em 1970. Também 'Os Abismos da Meia-Noite’, de 1984, suscitou polémica devido à nudez dos atores principais”, refere a SPA.

A sua última longa-metragem data de 1993, "Chá Forte com Limão".

A cooperativa de autores recorda que distinguiu o talento de António de Macedo com o Prémio de Consagração de Carreira a 22 de maio de 2007, uma “forma de reconhecimento da diversidade do seu talento criador”.

Na década de 1990, António de Macedo dirigiu, em colaboração com Câmara de Cascais, uma série de encontros de cinema e reflexão que “tinham o fantástico e a ficção científica como tema central”.

Além de cineasta, António de Macedo foi arquiteto, dramaturgo e escritor.

Com o apoio da SPA, António de Macedo publicou a obra “Cristianismo Iniciático – O que nunca leu sobre o Cristianismo”, resultante da sua tese de doutoramento.

Macedo realizou cerca de 12 longas-metragens e mais de 30 curtas e médias metragens, além de ter realizado várias séries para televisão, nomeadamente, "O Altar dos Holocaustos" (1992).

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