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Viana do Castelo reflete sobre cinema e audiovisual

Durante nove dias, a cidade minhota promove os XIII Encontros de Cinema de Viana, com debates e workshops sobre o meio cinematográfico e audiovisual.

A partir desta sexta-feira e até dia 11, académicos, estudantes, cineclubistas, realizadores e técnicos ligados ao cinema e ao audiovisual têm encontro marcado em Viana do Castelo. A 13º edição dos Encontros de Viana quer fazer da cidade «um espaço de partilha, de formação e de debate sobre cinema, dedicado a pensar e refletir a sétima Arte e o poder da imagem na sociedade de hoje», segundo a organização.

Ao SAPO Cinema, Rui Ramos, diretor executivo da AO NORTE, que em parceira com autarquia organiza a iniciativa, destaca dois momentos altos da programação: a II Conferência Internacional de Cinema de Viana e a Secção Olhar Frontal.

«A conferencia de cinema acaba por ser um espaço de partilha entre investigadores de Portugal, Galiza e Brasil sobre projetos de formação e investigação em torno da linguagem audiovisual», explica Rui Ramos.

Os Encontros de Cinema de Viana são o único evento em Portugal centrado, sobretudo, na vertente didática e académica do cinema e, por isso mesmo, a organização prefere caracterizá-lo como «encontros» e não como «festival».

Para reforçar este objetivo, a Secção Olhar Frontal, que decorre ao longo da semana e até ao encerramento da iniciativa, vai promover «encontros de alunos de cinema, audiovisual e multimédia com realizadores e técnicos», avança Rui Ramos.

A programação é da responsabilidade do realizador Pedro Sena Nunes e conta com vários momentos: exibição de filmes, masterclasses e uma secção competitiva. «O prémio Primeiro Olhar dirige-se a documentários produzidos em contexto de formação, em escola ou workshops», refere o responsável.

Para o encerramento, no dia 11, está marcado um concerto do coletivo «Estilhaços», liderado por Adolfo Luxúria Canibal, vocalista dos Mão Morta. O concerto «Estilhaços Cinemáticos» tem como base o projeto «O Filme da Minha Vida», que ao longo de 12 anos, no âmbito dos Encontros de Cinema de Viana, convida um autor de banda desenhada para contar em livro um filme que o tenha marcado.

Ao longo da semana, decorre também uma programação voltada para várias escolas do concelho: «filmes falados, onde depois da exibição do filme há um debate sobre o mesmo, escola no cinema e cinema e direitos humanos».

O Teatro Municipal Sá de Miranda exibe «Terra de Ninguém», de Salomé Lamas, e ainda o documentário «Outras Cartas ou o Amor Inventado», de Leonor Noivo. «Arena», «Cerro Negro» e «Rafa», curtas de João Salaviza, estarão também em exibição.

Para os mais novos, «entre 14 e 16 anos», há ainda a possibilidade de «aprenderem como fazer um filme com o telemóvel», num outro workshop que marca a semana dos XIII Encontros de Cinema de Viana. No ano passado, o evento recebeu seis mil participantes.

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