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«Vingadores» regressam para enfrentar fraquezas e o seu maior vilão

O realizador Joss Whedon fala de «Vingadores: A Era de Ultron» e da pressão colocada pelo sucesso do primeiro filme.

Em «Vingadores: A Era de Ultron», o realizador Joss Whedon, responsável pela série de TV de culto «Buffy: A Caçadora de Vampiros» e que se tornou o grande nome do universo cinematográfico da Marvel, mostra os super-heróis desafiando as suas próprias fragilidades para vencer o inimigo, além de investir na química que nasceu entre o grupo quando se juntaram pela primeira vez.

A aposta do cineasta foi acertada e «Os Vingadores» em 2012 tornou-se o terceiro filme com mais receitas da história do cinema, com mais de 1,5 mil milhões de dólares arrecadados em todo o mundo, atrás apenas de «Avatar» (2009) e «Titanic» (1997).

A pressão para «Vingadores: A Era de Ultron» foi extremamente elevada, mas a melhor fonte de inspiração para dar continuidade a esta saga acabou sendo o próprio sucesso.

«Fixei-me nos pequenos momentos que os personagens não viveram [no primeiro filme], nas conversas que não criei para eles, no que não mostrei», disse Whedon, também argumentista da longa-metragem.

Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Viúva Negra (Scarlett Johansson), Hulk (Mark Ruffalo) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) interagem de maneira mais profunda desta vez, o que permite conhecer mais a personalidade e inquietações de cada um.

O humor, outro elemento vital do argumento, é uma válvula de escape para que o espectador liberte a adrenalina.

«O mais importante era que todos tivessem o seu momento e que todos os fios estivessem ligados», explicou o cineasta, que passou centenas de horas na mesa de montagem.

O resultado é uma apoteose da ação, das lutas e da tecnologia, à margem de uma trama repleta de surpresas, que para a imprensa americana deve superar as receitas do primeiro filme e estabelecer um novo marco para a indústria.

O filme estreia na quarta-feira, 29 de abril, em Portugal e no dia 1 de maio nos EUA.


Novos horizontes

James Spader, estrela de cinema nos anos 80 e famoso por papéis nas séries «Boston Legal» e «The Blacklist», é a voz de Ultron, um robô assassino capaz de reproduzir-se e que tem a motivação de aniquilar os Vingadores.

Na sua missão, Ultron recebe o apoio dos gémeos Wanda e Pietro Maximoff, também conhecidos como a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson), que deixarão a tarefa dos heróis ainda mais difícil.

Visão (Paul Bettany) faz a sua entrada como um contrapeso ao poder de Ultron, num duelo de personalidades, já que ambos reagem de forma diferente às mesmas situações.

«É algo bonito», destaca Whedon. «Os dois representam os dois lados da moeda de Tony Stark [Homem de Ferro]», explica.

O filme também reserva "presentes" para o público, com participações de personagens que não podem ser reveladas para manter o fator surpresa.

O longa-metragem encerra etapas e abre outras, para novos horizontes, uma preparação para «The Avengers: Infinity War», o terceiro capítulo da saga, que a Marvel dividirá em dois filmes.

O primeiro tem estreia prevista para maio de 2018 e o segundo para 12 meses depois. Os dois serão dirigidos pelos irmãos Anthony e Joe Russo.

Mas ainda é uma incógnita o papel dos novos personagens da Marvel, que pertence a Disney desde 2009, e que nos próximos anos protagonizarão os próprios filmes.

«Agora existem muitos caminhos a seguir. Teremos que esperar», resume Scarlett Johansson.

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