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Walt Disney abriu as portas do seu mundo de sonho há 60 anos

Foi há exatamente 60 anos, a 17 de julho de 1955, que a Disneyland original abriu as portas ao mundo. Em teoria, era apenas um parque de diversões mas na prática acabou por ter um impacto imenso nas formas de lazer de todo o planeta.

O conceito de base era relativamente simples: criar um parque de diversões que fosse limpo e seguro, e onde os pais pudessem divertir-se tanto como os filhos, sem se limitarem a ficar sentados no banco a vê-los a brincar.

A ideia surgiu na mente de Walt Disney numa das muitas vezes em que procurava passar o tempo à espera que as filhas acabassem de andar no carrossel.

A essa ideia acabou por unir-se a outra que germinava pela mesma altura na cabeça do criador do Rato Mickey: a de criar um espaço onde os visitantes do estúdio pudessem ver algo mais da imensa magia dos filmes Disney do que permitia a realidade do dia a dia do local, que se resumia à pouca encantadora imagem de um grupo de pessoas a desenhar em frente a um estirador.

Como quase sempre acontecia com Disney, o sonho cresceu e desenvolveu-se, até atingir uma escala que fazia da sua concretização uma realidade praticamente impossível.

Nos difíceis anos do pós-guerra, era uma verdadeira loucura gastar a fortuna de 17 milhões de dólares no que era então projeto radicalmente inédito, um parque de diversões de 16 hectares sobre o imaginário do cinema, que caso não funcionasse teria seguramente levado o estúdio e o seu criador à bancarrota.

Não era a primeira vez que Disney arriscava literalmente tudo num projeto, mas tal como antes a aposta foi ganha acima de todas as expectativas.

A Disneyland tornou-se quase imediatamente um verdadeiro ícone da América, cujo conceito se espalhou pelos quatro cantos do mundo e que estava muito longe de se esgotar nas personagens Disney, abarcando muitos dos principais temas do imaginário ocidental veiculado pelo cinema.

Muito para lá das três dimensões que dominam a Sétima Arte atual, a característica mais marcante de qualquer parque Disneyland é a recriação física dos ambientes do cinema, nos quais o visitante pode mergulhar fazendo uso dos cinco sentidos, numa experiência tão fascinante como imersiva.

Selvas tropicais, grutas de piratas, naves espaciais, casas assombradas, cidades do Oeste ou castelos de encantar são apenas alguns dos locais de exploração obrigatória nos parques, com os quais o visitante interage diretamente, não só pelo olhar mas também pelo cheiro e pelo toque. É a possibilidade de acesso direto à fantasia, sem filtragem pelo ecrã de cinema.

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