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Will Smith admite que fracasso de «Depois da Terra» o deixou «arrasado»

O ator mudou a filosofia da carreira quando o filme que fez com M. Night Shyamalan e o seu filho Jaden Smith se tornou um dos maiores fracassos comerciais de 2013. O seu novo trabalho, «Golpe Duplo», é o resultado.

Dois anos após «Depois da Terra», o épico de ficção científica que fez com o filho Jaden e dirigido por M. Night Shyamalan, com um orçamento de 130 milhões de dólares, só ter rendido 65 nos EUA, tornando-se um dos grandes fracassos comerciais de 2013 e da sua carreira, o ator Will Smith reconheceu que o episódio foi «emocionalmente devastador». E acrescentou: «Tive de me distanciar, estava a deixar-me influenciar pelo que outras pessoas pensavam dos meus filmes».

A revelação surgiu durante a apresentação à comunicação social em Los Angeles do seu novo filme, «Golpe Duplo», onde é um veterano da vigarice que se apaixona por uma jovem ladra (a australiana Margot Robbie, revelação de «O Lobo de Wall Street»): o projeto chegou quando estava a assimilar o golpe e decidiu participar para se divertir, sem pensar como seria recebido pelo público.

«Este filme marca realmente uma transição na minha vida a nível emocional e na minha carreira», confirmou o ator de 46 anos. «Após o falhanço de «Depois da Terra», algo quebrou-se dentro de mim. Fiquei tipo «Wow. Ainda estou vivo. Ainda sou eu, apesar do filme não ter estreado em primeiro lugar. Esperem, ainda consigo ser contratado para fazer outro filme».

Smith pormenorizou como essa constatação o levou a mudar a filosofia da sua carreira.

«Compreendi que ainda era boa pessoa. Portanto, quando avancei para «Golpe Duplo», libertei-me completamente do conceito de orientação por objetivos e coloquei-me na orientação da jornada. Este momento, este segundo, estas pessoas, esta interação... para mim é um grande alívio não me preocupar se «Golpe Duplo» é número 1 ou número 10 nas bilheteiras. Fazer «Golpe Duplo» foi extremamente libertador para mim».

Há muitos anos, Will Smith contou a história de como, durante o auge da série televisiva «O Príncipe de Bel-Air», querendo avançar para uma carreira no cinema, ele e o seu agente, analisaram a lista dos 20 filmes mais vistos de sempre. Encontrado um padrão, o ator avançou sucessivamente para «Os Bad Boys» (1995), «Dia da Independência» (96) e «MIB - Homens de Negro» (97), fundações de uma das mais bem sucedidas carreiras de sempre: em média, os seus filmes renderam 131,5 milhões de dólares.

Vinte anos mais tarde, Smith diz que já não vê o lançamento de um filme como um negócio complicado, mas antes como arte.

«Já ganhei tudo o que poderia ter desejado, de conhecer as pessoas que conheci e do que criámos juntos. E é só pintura. Vou pintar e algumas pinturas serão fantásticas e outras não vão ser tão boas, mas não meço mais a qualidade de mim mesmo por alguém achar ou não que o que pintei é bonito».

«A minha experiência é deixar-me ir, é muito mais fácil do que deixar as vozes [dizer] «Sabe, «Golpe Duplo» não é tão bom como «Perigo Público» [98]. Sigo em frente em vez de deixar essas coisas chegarem até mim».

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