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Alien: Covenant

Alien: Covenant

Crítica "Alien: Covenant": Um manjar de carnificina, sangue e explosões

O novo filme é mais revelador e divertido que o antecessor, "Prometheus".

"Alien: Covenant" ocorre em 2104... uma década depois dos eventos de "Prometheus" e 18 anos antes do "Alien" original.

Confuso? Não se preocupe: a janela vai-se fechando e estamos cada vez mais próximos de perceber a origem destas criaturas... talvez a origem de TODAS as criaturas.

Depois de muitos fãs desiludidos com "Prometheus", por falta de ação e monstros extraterrestres, Ridley Scott atende-os e traz-nos um manjar de carnificina, sangue e explosões.

Neste segundo filme da nova trilogia, uma tripulação prossegue na nave Covenant em missão de colonização de um novo planeta... talvez uma nova Terra para apagar erros do passado.

Com uma meteorologia tramada e tudo a indicar que se trata do berço da nossa existência, vamos tentar perceber porque é que os nativos Engenheiros se fartaram de nós... e criaram um vírus capaz de matar tudo e ainda gerar uns seres que assim como que saídos da mente de H.R. Giger... e agora até já existem de outra cor. Azar... o feitiço virou-se contra eles. Azar ou por culpa de algum robô com a mania que é Deus.

David (Michael Fassbender) vive obcecado pela criação e é o único sobrevivente da queda da Prometheus neste planeta. (Quem diria que uma cabeça conseguiria sobreviver... ao invés de uma moça de corpo inteiro, apenas com algumas cicatrizes de uma cesariana bem sucedida?) Enfim, David parece renegar a função de intérprete para qual Weyland (Guy Pearce) o inventou e decide ele próprio criar...

Se David é o vilão, Walter, o seu irmão gémeo, é o herói, pois se um precisa de incubadoras, o outro fará tudo para que a tripulação da Covenant resista.

Com um melhor equilíbrio entre as ideias filosóficas de "Prometheus" e o suspense e acção do original de 1979, "Alien: Covenant" é um regalo para os olhos, com um design super orgânico, soberbamente fotografado por Dariusz Wolski.

Mais revelador e divertido que o antecessor, "Alien: Covenant" não tem ambições de enganar ou confundir com o seu 'plot twist', focando-se mais na ação electrizante, reforçando os clichés da saga e do cinema de horror em geral... e acredite... não é por ter esse conhecimento que vai deixar de dar uns quantos pulos na cadeira!

Autor: Jorge Machado

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