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Edição revista e aumentada de "Amália quis Deus que fosse o meu nome"

A obra “Amália quis Deus que fosse o meu nome”, do sociólogo e produtor radiofónico Miguel Ferraz, editada em dezembro do ano passado, foi reeditada com “a inclusão de novos depoimentos”, nomeadamente do realizador de rádio António Sala.



A obra resulta de uma entrevista efetuada na casa de Amália, em Lisboa, em novembro de 1989, ano no qual celebrou o cinquentenário de carreira artística.

Nesta entrevista, Amália Rodrigues salientou as influências árabes e também marítimas, na origem do fado, e define esta expressão como “uma queixa”.

“Acho que temos uma influência árabe que os espanhóis também têm, além disso, o fado nasceu no mar”, afirma a fadista, na entrevista, citando em seguida o poema “Fado Português”, de José Régio, que gravou com música de Alain Oulman, para acrescentar que "o fado é uma queixa e nós temos muita razão de nos queixarmos... vida fora”.

Na entrevista, a fadista revela ainda que era “uma pessoa sempre em conflito interior, com aquilo que ouvia, com aquilo que via” e a “fazia muitas vezes chorar e ficar triste”.

@Lusa

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