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Jazz, blues e conferências no começo de 2014 da Culturgest

Jazz, blues, improviso, conferências, a arte de Ana Jotta, a dança de Clara Andermatt e a obra de Tim Etchells, um Artista na Cidade, fazem o programa da Culturgest para o primeiro trimestre de 2014.

A temporada, agora anunciada, abrirá com uma série de conferências, em janeiro, dedicadas ao compositor alemão Richard Wagner, por Eugénio Harrington Sena, mas até março as propostas passam sobretudo pela música, teatro e artes plásticas.

Na música, destaca-se a realização em fevereiro do Festival Rescaldo, com doze concertos em torno da música portuguesa de vanguarda, com Nuno Rebelo, Peixe, Eduardo Raon ou Tiago Sousa, e que estarão pela primeira vez em diálogo com músicos de outros países.

O regresso da fadista Aldina Duarte (na foto) à Culturgest, o solo do pianista francês Martial Solal, de 86 anos, a atuação da cantora Carmen Souza, lisboeta de origem cabo-verdiana, um novo ciclo "Hootenanny" em torno dos blues, com Big James & The Chicago Palyboys, Budda Power Blues e Eden Brent Band, também acontecerão entre janeiro e março na Culturgest.

A fundação irá associar-se à bienal "Artista na Cidade", acolhendo em março dois espetáculos de teatro do artista britânico Tim Etchells e da companhia Forced Entertainment: "The coming storm" e "And on the thousandth night", com seis horas de duração.

Em janeiro, a coreógrafa Clara Andermatt apresenta "Fica no singelo" e, em fevereiro, o grupo Cão Solteiro e o realizador André Godinho estreiam a performance de teatro "Day for Night", depois da colaboração em "Play, the film".

O plano de exposições prevê, a 15 de fevereiro, a inauguração de três: "A conclusão da precedente", antologia de Ana Jotta, "Marginalia", que reúne obras de Pedro Casqueiro desde os anos 1990, e "A convocação de todos os seres", quatro décadas de pintura e desenho de Luísa Correia Pereira, falecida em 2009.

O programa de conferências inclui "O neoliberalismo não é um slogan", por João Rodrigues, e "Economia: uma ciência que transforma o mundo?", por José Castro Caldas.

@Lusa

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