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O fado de Marco Rodrigues é jovem, mas respeita a tradição

No novo disco de Marco Rodrigues tanto cabe um texto escrito há mais de 500 anos como um passeio, com ténis All-Star, entre o Chiado e o Bairro Alto, conta o fadista em entrevista ao SAPO Música.



"Do Chiado ao Bairro Alto" segue "um pintas à antiga, com um malmequer na lapela, mas que, ao mesmo tempo, podia ter uns ténis All-Star", revela-nos Marco Rodrigues ao apresentar uma das canções de "Entretanto" que interpretou no showcase exclusivo para o SAPO Música.

Um tema como esse é uma boa amostra do que podemos encontrar no terceiro álbum do fadista lisboeta: um fado "à antiga" que não rejeita acompanhar os ares dos tempos. É por isso que também ouvimos por aqui uma canção assinada por Luisa Sobral, "A Rosa e o Narciso", vincada por "um tipo de escrita bastante fresco".

Há outras mulheres nos créditos destas canções, como Isabel Noronha ou Inês Pedrosa, parte de uma equipa de colaboradores que conta ainda com Tiago Torres da Silva, nas letras, ou Tiago Machado, na composição. E as mulheres são também o objeto de alguns fados, caso de "Coração olha o que queres", o primeiro single, nascido de uma composição de Custódio Castelo e de um texto com mais de 500 anos de Francisco Rodrigues Lobo. A ideia é "quase como por as mulheres num pedestal" e "retratá-las como elas são, apaixonantes", conta-nos Marco Rodrigues:

Entrevista @Gonçalo Sá/ Edição @Inês Mendes

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