Pessoa

António Santos

António Santos

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A estátua viva moldou-se ao meu corpo nas Ramblas em Barcelona, decorria o ano de 1987.

A partir desse momento, as ruas e as praças do mundo foram e são os palcos da sua plenitude. Contudo muitos outros têm sido os seus cenários: televisões, teatros, expos, feiras internacionais, centros de congressos, hotéis, escolas, bibliotecas, montras de lojas, centros comerciais, casinos, discotecas, bares, castelos, stands de automóveis, estádios, jardins, museus, galerias de arte, aeroportos e até igrejas. Desde a apresentação livre nas ruas até apresentações mais ou menos comerciais, é a estátua viva que alimenta o corpo que a constrói.
Esta performance tem como base o Pranayama, a meditação e a construção plástica.
Ao exibir-me como estátua viva tento alertar o público para a validade ou não de muitas outras atividades. Tento ainda parar um pouco os stressados Sapiens que freneticamente correm para a mesma morte no fim da corrida.
No silêncio contido na força da minha quietude ferve momento a momento o grito da liberdade dos indivíduos autênticos.

Fonte: António Santos (via Facebook)

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