Pessoa

Eduardo Brazão

O actor Eduardo Joaquim Brazão nasceu a 6 de Fevereiro de 1851, na Costa do Castelo, em Lisboa e veio a falecer no dia 19 de Maio de 1925. Aos 8 anos, já começava a ir ao Teatro D. Fernando, onde hoje é o Largo de Santa ...

Biografia


O actor Eduardo Joaquim Brazão nasceu a 6 de Fevereiro de 1851, na Costa do Castelo, em Lisboa e veio a falecer no dia 19 de Maio de 1925. Aos 8 anos, já começava a ir ao Teatro D. Fernando, onde hoje é o Largo de Santa Justa, com a sua mãe e o seu pai. Jovem, entrou para a Companhia dos Guarda-Marinhas, mas logo a paixão pelo palco tornava-se mais forte, bem como a vontade de tornar-se actor.

Francisco Palha, ex-comissário régio do Teatro Nacional de D. Maria II, convida-o para fazer parte da futura Companhia do Teatro da Trindade. Na première representou-se o drama de Ernesto Biester, A Mãe dos Pobres. Seguiram-se diversas peças: Pecadora e Mãe Barba Azul, Mocidade de Figaro, Alma Viva, Barbeiro de Sevilha, entre outras.

Após o D.Maria, Eduardo Brazão passou ao Gimnasio onde trabalhavam Cesar Polla, Joaquim de Almeida, Leopoldo Carvalho, Marcelino Franco, Maria da Dores, entre outros. Representou as peças High-Life e Enjeitados. Seguiram-se as peças Como se conhece o vilão, Pai Pródigo por Cesar Polla, Suzana, A Cristã, Leque da Duquesa e Não falta nem sobeja nada à minha mulher.

Em 1876, Eduardo Brazão foi convidado a ir a Pernambuco com Joaquim de Almeida, representar na Companhia da actriz brasileira Isménia dos Santos. Seguiu viagem para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na empresa de José Antonio do Vale.

Terminado o contrato da empresa Santos & Ca. no Teatro D.Maria II, Ernesto Biester, convidou em 1877 Eduardo Brazão para dar nome à nova empresa: Biester, Brazão e Ca., uma vez que o Governo exigia que na firma da nova empresa figurasse o nome de um artista. Estreou-se a 14 de Março desse ano,com a peça D.Leonor de Bragança de Luis Campos. Seguiram-se Varina de Fernando Caldeira, e Loucura ou Santidade.

Ficou célebre na época a sua interpretação de Kean, de Dumas. Representou ainda Oração dos naufragos, Angelo tirano de Pádua, Morgadinha dos Canaviais, Os Danicheff, Morta-Viva, Vida Infernal e o Amigo Fritz.

Em Junho de 1879, Eduardo Brazão foi convidado para ir representar no Brasil, em uma companhia de Pernambuco. Levou consigo o Kean, bem como Os Fidalgos da Casa Mourisca e a Morgadinha de Val'Flor. Seguiram-se representações no Pará (Teatro da Paz) e no Maranhão.

A 16 de Agosto de 1880 foi aberto um concurso para exploração do Teatro Nacional de D. Maria II. Foi então criada a Sociedade de Artistas Dramáticos, composta por Eduardo Brazão, João Rosa, Augusto Rosa, Virginia e Rosa Damasceno, Pinto de Campos, Emília dos Anjos, Emília Cândida e Joaquim de Almeida. Unidos, para fazerem face às pesadas exigência governamentais, conseguiram ganhar a exploração do teatro e a 30 de Outubro representou-se A Estrangeira de Dumas Filho.

Em Dezembro de 1881, a Sociedade acrescenta ao seu elenco a veterana Gertrudes Rita da Silva e Amélia da Silveira. Em 1882, com a pretensão do Governo abrir novo concurso, a Sociedade consegue continuar na exploração do teatro por mais seis anos. Contudo, a Sociedade veio a dissolver-se por desentendimentos internos e em 1893 constitui-se a firma Rosas & Brazão. João e Augusto Rosa e Eduardo Brazão passam a ser os únicos sócios.

Retirado de Sapo Saber a 01-04-2011

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