Pessoa

Harold Pinter

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  • Nasceu a 10 de Outubro de 1930

  • Faleceu a 24 de Dezembro de 2008

Harold Pinter (Londres, 10 de Outubro de 1930 - 25 de Dezembro 2008) é um actor, director, poeta, argumentista, e certamente um dos grandes dramaturgos do século XX, além de destacado e incómodo activista polít...

Harold Pinter (Londres, 10 de Outubro de 1930 - 25 de Dezembro 2008) é um actor, director, poeta, argumentista, e certamente um dos grandes dramaturgos do século XX, além de destacado e incómodo activista político inglês. É um dos grandes representantes do teatro do absurdo juntamente com Samuel Beckett e Eugène Ionesco. Em 2005 recebeu o prémio Nobel de Literatura e o prémio Companion of Honour da Rainha da Inglaterra pelos serviços prestados à Literatura.

Biografia


Nascido no seio de uma família judaica, com ascendência sefardita portuguesa por parte de pai. O seu sobrenome Pinter, como ele próprio lembra, é uma adaptação ao inglês do sobrenome "Pinto". Nasceu num subúrbio pobre de Londres, ao norte do Rio Tâmisa, parte leste da cidade, em Hackney, onde fez os seus primeiros estudos. Começou em meados da década de 1950 a sua carreira teatral. A sua primeira obra importante foi Festa de Aniversário ((The Birthday Party, 1957), um fracasso na estreia mas um êxito na remontagem, depois de ter sido apresentada na televisão. É um dos mais importantes renovadores do teatro moderno e as suas peças tem um estilo característico a que se deu o nome de pinteresco. Nelas são criadas situações em que personagens normais, nas suas vidas quotidianas, são colocadas repentinamente frente ao inesperado. Traição, por exemplo, é uma peça que discorre de forma convencional sobre a vida de um casal e a sua separação depois da aventura da esposa com o seu amante. Entretanto ela é apresentada ao reverso, em cenas que acontecem de trás para frente; uma das cenas iniciais é um encontro num bar do amante com o marido traído, depois da separação. Pinter escreveu 29 peças, entre as mais reconhecidas estão Festa de Aniversário (The Birthday Party, 1957), O Porteiro (The Caretaker, 1959), Traição (Betrayal, 1978), Volta ao Lar (Homecoming, 1965), todas adaptadas ao cinema. Entre os seus roteiros para cinema mais reconhecidos está A Mulher do Tenente Francês (The French Lieutenant's Woman, 1981).
Em Outubro de 2006 foi aclamado pela sua participação como actor na produção de A Última Gravação (Krapp's Last Tape) como parte da comemoração dos 100 anos do nascimento do seu autor Samuel Beckett e dos 50 anos do Royal Court Theatre.

Participação política


Bastante controverso politicamente, foi um forte opositor às políticas belicistas do final do século XX, opôs-se radicalmente à invasão do Iraque em 2003, contestando assim as políticas de George Bush e Tony Blair. Entre outras polémicas Pinter profere uma palestra na Conferência pela Paz nos Bálcãs, em 10 de junho de 2000, contra o bombardeamento de civis pela OTAN na Sérvia (Edição em inglês). Em 2001 Pinter incorpora-se ao Comité Internacional na Defesa de Slobodan Milošević (ICDSM), o qual solicitava um julgamento justo e a sua libertação; Ele também assina um manifesto de artistas por Milošević em 2004. Pinter considera Slobodan Milošević como uma figura digna e um "herói nacional" da Sérvia. Pinter também é um grande apreciador de críquete.

Encenações no Brasil


Em 1982 Paulo Autran recebe o Prémio Molière de melhor actor pela sua participação em Traições. Esta mesma peça foi encenada no Teatro Cultura Inglesa em São Paulo em 2002, com Laerte Mello.

Controvérsia


A nomeação de Pinter ao Prémio Nobel recebeu grande oposição pelas posições veementes do dramaturgo contra a participação inglesa na Guerra do Iraque. No pensamento destes a sua nomeação deveria-se mais as suas posições políticas pacifistas que ao valor literário da sua obra, o que certamente seria contestado por grande parte da crítica mundial que o considera um dos grandes autores do século XX.

Adaptado de Sapo Saber a 03-11-2009

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