Pessoa

Jane Fonda

Lady Jayne Seymour Fonda

  • US

  • Nasceu a 21 de Dezembro de 1937

Jane Seymour Fonda (Nova Iorque, 21 de Dezembro de 1937) é uma actriz, escritora, activista política de esquerda e ex-modelo e guru de exercícios físicos norte-americanos.

Jane Seymour Fonda (Nova Iorque, 21 de Dezembro de 1937) é uma actriz, escritora, activista política de esquerda e ex-modelo e guru de exercícios físicos norte-americanos.

Filha do renomado actor Henry Fonda, Jane iniciou a sua carreira no cinema em 1960 no filme Tall Story, ao lado de Anthony Perkins. Mais tarde, despontou como sex symbol com os filmes Cat Ballou (1965) e Barbarella (1968). Em 1971 recebeu o seu primeiro Óscar de melhor Actriz pelo filme Klute. Em 1978 repetiria a façanha por Coming home.

Em 1991 Jane anunciou que estava aposentando-se da carreira de actriz, mas retornou às telas com Monster-in-Law em 2005. Além disso, ela é conhecida pelos vídeos de exercício que estreou e produziu entre os anos de 1982 e 1995.

Biografia


Lady Jayne Seymour Fonda nasceu em 21 de Dezembro de 1937 na cidade de Nova Iorque. É filha do actor Henry Fonda e da socialite Frances Ford Seymour. À época, o seu pai filmava Jezebel, com Bette Davis. Henry era descendente de neerlandeses e o sobrenome Fonda é originário de Eagum, uma vila no coração de Frísia, província do norte dos Países Baixos. O seu primeiro nome, "Lady", é aparentemente inspirado pela Lady Jane Seymour, de quem a sua mãe possuía remota ascendência. O seu irmão Peter Fonda (n. 1940) e a sua sobrinha Bridget Fonda (n. 1964), também são actores.

Em 14 de Abril de 1950, quando Jane tinha 12 anos de idade, a sua mãe cometeu suicídio após voluntariamente procurar tratamento num hospital psiquiátrico. A Jane foi dito que a mãe morrera de ataque cardíaco. As assinaturas de jornais e revistas na mansão dos Fonda foram canceladas e os professores e alunos da escola da jovem instruídos a não discutirem o incidente. Jane descobriria a verdade meses mais tarde, enquanto folheava uma revista de cinema na aula de artes. Após a morte de Frances, Henry casou-se com a também socialite Susan Blanchard ainda em 1950; o casamento acabaria em divórcio um pouco mais de cinco anos depois.

Aos 15 anos, Jane começou a ter aulas de dança em Fire Island Pines, em Nova Iorque. Estudou na prestigiada Greenwich Academy, um internato para raparigas, em Greenwich, Connecticut.

Carreira


Antes de dar início à carreira de actriz, Jane foi modelo nos anos 50, tendo estampado a capa de diversas revistas de moda, entre elas a Vogue. Jane interessou-se pela actuação em 1954, após ter actuado com o pai numa produção beneficente da peça The Country Girl no Teatro Comunitário de Omaha. Estudou no Emma Willard School em Troy e na Faculdade Vassar em Poughkeepsie, onde foi uma aluna notável.

Após formar-se em Vassar, Jane morou em Paris por dois anos para estudar arte. Ao retornar, encontrou-se com Lee Strasberg, da renomada Actors Studio, organização que oferece cursos preparatórios para actores. De acordo com Jane, Strasberg foi a primeira pessoa, com excepção do seu pai, que lhe disse que ela tinha talento.

Os seus trabalhos no teatro no final da década de 1950 estabeleceram os alicerces para a sua carreira no cinema na década de 1960. Ela gravou quase dois filmes por ano até o fim da década a partir de Tall Story (1960), no qual recriava uma das suas personagens mais famosas da Broadway: uma líder de equipe que perseguia um astro do basquete, interpretado por Anthony Perkins. Logo em seguida estreou em Period of Adjustment e Walk on the Wild Side, ambos lançados em 1962. Em A Walk on the Wild Side, pelo papel de uma prostituta, Jane ganhou o Globo de Ouro de actriz mais jovem e mais promissora.

Em 1963 estreou em Sunday in New York. O jornal Newsday afirmou que Jane se tratava da "mais adorável e talentosa de todas da nossa nova geração de actrizes". Entretanto, Jane também tinha os seus depreciadores; no mesmo ano, o Harvard Lampoon nomeou-a a pior actriz do ano. O maior avanço da carreira de Jane veio com Cat Ballou (1965), em que interpretava uma professora de escola rural que virava fora-da-lei. O filme, uma comédia western, recebeu cinco indicações ao Óscar (venceu o de melhor actor para Lee Marvin) e foi um dos dez filmes de maior bilheteira do ano nos Estados Unidos. Este filme é considerado para muitos o ponto de ruptura na carreira de Jane, trazendo-a para a fama aos 28 anos de idade. Após este filme, ela estrelou nas comédias Any Wednesday (1966) e Barefoot in the Park (1967), a última ao lado de Robert Redford.

Em 1968 interpretou o papel-título na paródia de ficção científica Barbarella, dirigida pelo seu então marido, o cineasta francês Roger Vadim, que estabeleceu o seu status como um dos maiores símbolos sexuais dos Estados Unidos no fim dos anos 60. Em contraste, actuou no drama They Shoot Horses, Don't They? em 1969, papel que consagrou-a como uma das melhores actrizes de sua geração e pelo qual recebeu a sua primeira indicação ao Óscar de melhor actriz. No mesmo período, escolhia cuidadosamente os filmes em que actuaria, rejeitando os papéis principais em Rosemary's Baby e Bonnie and Clyde.

Todo o talento dramático de Jane foi confirmado pela sua actuação nos filmes Klute, de 1971, onde interpretou uma prostituta perseguida por um assassino psicopata, e Coming home, de 1978, uma crítica ácida à Guerra do Vietname, filmes que lhe valeram dois prémios Óscar de melhor Actriz.

Em 1972, Jane brilhou como uma repórter ao lado de Yves Montand em Tout va bien, clássico marxista de Jean-Luc Godard e Jean-Pierre Gorin. No mesmo ano, os directores fizeram um documentário intitulado Letter to Jane, no qual ficam quase duas horas comentando sobre uma foto da Actriz quando da sua visita ao Vietname do Norte.

Entre Klute em 1971 e Fun With Dick and Jane em 1977, Jane passou grande parte da primeira metade da década sem um grande sucesso, apesar de ter estreado em filmes alternativos aclamados como A Doll's House (1973), Steelyard Blues e The Blue Bird (1976), o último, filmado na União Soviética, ao lado de Elizabeth Taylor, Ava Gardner e Cicely Tyson. A partir de comentários atribuídos a ela em entrevistas, alguns consideraram que ela havia sido culpada profissionalmente pelas suas opiniões políticas. Entretanto, Jane nega as afirmações na sua autobiografia de 2005 My Life So Far. Para ela, a sua carreira floresceu após as suas declarações contra a Guerra do Vietname.

Esse florescimento deu-se, em parte, pela fundação da sua própria produtora, a IPC Films, com a qual fez filmes que a ajudaram a conquistar de volta a fama. O filme de comédia de 1977 Fun With Dick and Jane é geralmente considerado o seu "retorno" às bilheteiras. No mesmo ano, conseguiu boas críticas pela sua performance como a dramaturga Lillian Hellman em Julia, filme pelo qual receberia a sua terceira indicação ao Óscar de melhor Actriz. Durante o período, Jane anunciou que estrearia apenas em filmes com temas importantes, razão pela qual rejeitou o papel principal em An Unmarried Woman. Em 1979 ela brilhou nos sucessos The China Syndrome, sobre o encobrimento de um acidente nuclear, pelo qual recebeu a sua quinta indicação ao Óscar de melhor Actriz, e The Electric Horseman novamente com Redford.

Em 1980, Jane estreou em Nine to Five ao lado de Lily Tomlin e Dolly Parton. O filme foi um dos maiores sucessos de bilheteira da sua carreira.

Jane estava querendo fazer um filme com o seu pai há algum tempo, esperando que a relação entre os dois melhorasse. Ela atingiu à meta quando comprou os direitos de filmagem de On Golden Pond (1981). Katharine Hepburn juntou-se aos três no elenco principal. O filme rendeu a Jane a sua única indicação ao Óscar na categoria de melhor Actriz Secundária e a Henry o seu único Óscar de melhor actor, que Jane aceitou em seu nome, uma vez que ele estava muito doente. henry Fonda morreria cinco meses depois.

Jane continuou a aparecer em filmes de destaque na década de 1980, mais notavelmente como a Dr. Martha Livingston em Agnes of God (1985). Um ano antes recebeu o seu único prémio Emmy pelo filme feito para a televisão The Dollmaker. Jane receberia a sua sexta e última indicação ao Óscar de melhor Actriz pelo thriller The Morning After de 1986, no qual interpreta uma alcóolatra suspeita de assassinato. Ela terminaria a década aparecendo em Old Gringo, pelo qual foi indicada ao Framboesa de Ouro de pior Actriz.

Em Abril de 1991, após três décadas de carreira no cinema, Jane Fonda anunciou que estava aposentando-se da indústria cinematográfica e não tinha intenções de voltar a actuar. Em Maio de 2005, entretanto, ela retornou às telas com o sucesso de bilheteira Monster-in-Law, em que contracenou com Jennifer Lopez. Em 2007 ela estreou em Georgia Rule de Garry Marshall, ao lado de Felicity Huffman e Lindsay Lohan.

Em 2009, Jane retornou aos palcos da Broadway, na sua primeira performance desde 1963, em 33 Variations de Moises Kaufman. Pelo papel, ela recebeu uma indicação ao Tony de melhor Actriz.

Relacionamentos


De 14 de Agosto de 1965 a 16 de Janeiro de 1973, Jane foi casada com o cineasta francês Roger Vadim, que a dirigiu em Barbarella. Com ele teve Vanessa (n. 1968), também actriz.

Em 1973 Jane casou-se com o então activista político e depois senador Tom Hayden, um dos ícones da nova esquerda norte-americana, e envolveu-se inteiramente com as questões políticas do seu país, combatendo a Guerra do Vietname e e a política externa do país, chegando a ir a Hanói e posado para fotografias sentada num canhão de defesa anti-aérea da cidade, o que lhe valeu a ira do governo Nixon e dos conservadores, além do apelido de "Hanói Jane", que lhe persegue até os dias de hoje, pelos direitistas norte-americanos mais radicais e pelos veteranos de guerra. Com Hayden, Jane teve Troy Garity (n. 1973), também actor. Os dois também adoptaram Mary Luana Williams.

Após o seu casamento, em 21 de Dezembro de 1991, com o empresário das comunicações e milionário Ted Turner, então dono da rede de televisão a cabo CNN, Jane decidiu aposentar-se da carreira de actriz e passou a dedicar-se exclusivamente a produzir vídeos sobre ginástica aeróbica e preparação física que se tornaram um grande sucesso. O primeiro deles, produzido quando ainda era actriz, em 1982, vendeu 17 milhões de cópias apenas nos EUA. O casamento duraria até 22 de Maio de 2000. Apesar do divórcio, Jane ainda vive em Atlanta, no estado da Geórgia.

Principais prémios e indicações


Óscar

Globo de Ouro

BAFTA

Framboesa de Ouro

Adaptado de Sapo Saber a 26-10-2009

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