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Maria Helena

Maria Helena é um município brasileiro do estado do Paraná, Latitude: 23°35’30” SUL e Longitude: 53°12’ W – GR. Fica à 592,79 km de distância da Capital, com uma altitude de 630m acima do nível do mar. Sua população esti...

Maria Helena é um município brasileiro do estado do Paraná, Latitude: 23°35’30” SUL e Longitude: 53°12’ W – GR. Fica à 592,79 km de distância da Capital, com uma altitude de 630m acima do nível do mar. Sua população estimada em 2007 era de 6.012 habitantes. Tem uma área de 486 km2, E tem seus límites ao leste com município de Cruzeiro do Oeste, a Oeste com o município de Umuarama, a Norte com o Município de Douradina e Tapira e ao Sul, limitandose novamente com o município de Umuarama. A colonização de Maria Helena se deu na segunda metade do ciclo econômico do café. Em busca de terras baratas, solos férteis e o bom preço do café, permitiu que se instalassem grande número de pequenos proprietários rurais chegando a se instalar de 20 a 30 famílias diariamente oriundas de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de outras cidades do Paraná.

Fonte: IBGE e IPARDES

A cidade de Maria Helena assim como a maioria das cidades do noroeste do Paraná surgiu do movimento colonizador em busca de terras para o plantio do café. A partir do início do século XX a ampliação da área cafeeira, proporcionou a criação de muitas cidades, numa onda que se deslocava de leste para oeste, desbravando todo o norte do estado. Este era o tempo da “euforia” do café, provocada pelos altos preços pós-guerra, no mercado internacional. Em 1947 o Sr. Moacir Loures Pacheco proprietário da colonizadora do Paraná Ltda. conseguiu oficializar junto ao governo como de sua propriedade as terras que hoje constituem o município de Maria Helena. O nome foi escolhido pelo Sr. Moacir e seu sócio Sr. Mário de Aguiar Abreu, uma homenagem à filha deste último. A área de terra pertencente à Colonizadora foi dividida em lotes, sítios e chácaras que foram vendidas à pessoas que migraram principalmente dos estados de São Paulo e Minas Gerais. A fundação da sede foi em 1953, ergueu-se um cruzeiro onde hoje está situada a igreja Mactriz de Maria Helena. Antes disso várias famílias algumas da região nordeste do país já haviam se instalado aí, atraídas pelos baixos custos e longos prazos para pagamento das terras. Também vieram algumas famílias de origem nipônicas provenientes de Marialva e Mandaguari, cidades vizinhas a Maringá. Estes imigrantes encontraram na região cerca de 400 famílias xetás, nações indígenas que habitavam o noroeste do estado e hoje já consideradas extintas. Pela Lei n.º 12 de 25 de abril de 1955, Maria Helena foi elevada à categoria de distrito pertencente ao município de Peabiru, porém mais tarde com a criação do município de Cruzeiro do Oeste, pelo advento da lei n.º 253 de 28 de novembro de 1954, privilegiou toda a área do Norte Novíssimo como era chamada esta região. Cruzeiro do Oeste sendo elevada a município, Maria Helena passou a ser distrito e teve como interventor o Sr. José Wanderley Buscarons. Neste período registrou-se um grande crescimento populacional, como também ampliou o desenvolvimento agrícola e comercial. Foi elevada a categoria de município apenas em 25 de julho de 1960, com a lei número 4.245, desmembrando-se de Cruzeiro do Oeste e sendo instalada em 15 de novembro de 1961. A comunidade comemora o aniversário da cidade no dia 25 de julho e o dia da padroeira, Nossa Senhora das Graças, em 15 de agosto.

Existem registros dos primeiros habitantes da região foram os índios Xetás oriundos da gleba dourados. A colonização do Norte do Paraná se deu através da evolução do ciclo do café e o advento da Companhia Norte do Paraná que colonizou Umuarama. A colonização de Maria Helena se deu na segunda metade do ciclo econômico do café. Em busca de terras baratas, solos férteis e o bom preço do café, permitiu que se instalassem grande número de pequenos proprietários rurais chegando a se instalar de 20 a 30 famílias diariamente oriundas de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e de outras cidades do Paraná. Vários produtores que viviam da produção de café erradicaram suas lavouras devido às geadas das décadas de 60 e 70. Com isso houve uma forte queda do fluxo migratório de outras regiões do Brasil, iniciando o declínio de sua população que passou, a partir daí, a migrar para outras regiões do país por falta de opção de trabalho. Sua população é formada por migrantes e imigrantes de várias regiões do país, que formam a grande diversidade cultural que caracteriza essa região tendo como característica marcante os imigrantes japonês vindos de Marialva Pr. Sua diversidade transforma o lugar como ponto de encontro dos amigos.

A Mesorregião Noroeste apresenta em sua diversificação de solos uma composição de 25% de solos argilosos, 20% de solos argilo-arenoso e 55% do solo arenoso e com altitudes que variam de 400 a 700 metros. É possível observar que nas regiões de Umuarama e Paranavaí existe o maior percentual de solo arenoso, que também é característico no município de Maria Helena. Na região Noroeste do Paraná encontramos parte do Terceiro Planalto (planalto de Guarapuava ou de Trapp), onde as altitudes estão compreendidas entre os menores índices, e as temperaturas entre os maiores índices do estado. Estas características físicas propiciaram aí, a implantação de culturas agrícolas de clima tropical, como o café, a cana- de-açúcar, o algodão dando a esta região características sócio-econômicas diferentes das outras existentes no estado. A formação geológica desta área se deu na Era Mesozóica (230 a 65 milhões de anos) por grandes derrames vulcânicos de lavas negras denominadas basaltos, que foram recobertas por arenitos e sítios denominadas Arenito Caiuá. Este tipo de solo apresenta grande suscetibilidade aos processos erosivos que afetam principalmente as camadas superficiais, sendo mais adequado às culturas perenes que não necessitem tombamento freqüente da terra. Logo após a derrubada da mata nativa, o solo apresenta uma boa fertilidade que se esvai em pouco tempo por ser fina a camada fértil. Este fenômeno promove a redução na produtividade agrícola, provoca assoreamento nas redes de drenagem, rios e represas e também compromete obras públicas e privadas. As cidades desta região têm sofrido muito com a erosão, porém, nos últimos anos, com a orientação da SUCEAM - Superintendência do Controle da Erosão e Saneamento Ambiental tem conseguido contê-la dentro da área urbana. Mas a erosão periurbana constitui ainda um grande desafio.

Apresenta um relevo plano e suavemente ondulado. Áreas com declive em torno de 6%, outras com ligeira declividade margeando os canais de drenagem onde ocorrem os pequenos rios que entrecortam a área. É caracterizado por colinas suaves de cumes arredondados, devido ao desgaste erosivo. É separado por vales poucos sinuosos e quase retilíneos, com exceção da linha de escarpa, o terreno é tido como pouco acidentado.

O município de Maria Helena pertence à bacia do Rio Ivaí, sendo seu principal afluente o Rio das Antas que nasce bem ao sul. Os demais afluentes e subafluentes deste rio são o Rio São Pedro, o Rio Piava, Arroio Curimbatá, Arroio Guairapes e Arroio São João. Ao norte, fazem divisas com o município de Tapira e córrego São Domingos e com Douradina o Rio São Pedro. A sede do município se encontra no divisor de águas entra as sub-bacias do Ribeirão Piava e do Rio das Antas; não existem rios dentro do perímetro urbano, apenas nascentes e córregos. Embora o município esteja bem servido hidrograficamente, a grande maioria dos rios, córregos e ribeirões se acham comprometidos com seus leitos assoreados e despovoados de peixes devido ao desmatamento descontrolado que não poupou nem mesmo as matas ciliares.

A paisagem original da região foi totalmente alterada. O município era recoberto pela floresta latifoliada tropical em solo bastante fértil, apresentava-se quase sempre densa e formada por árvores com 25 a 30 metros de altura, de grossos troncos, dentre os quais se destacam: perobas, cedros brancos, paus d’alho, figueiras brancas, ipês e uma grande quantidade de palmáceas com maior destaque para o palmito. Essa mata era o equilíbrio natural do ecossistema, no que se refere ao clima, solo, fauna e flora. Atualmente, podemos encontrar pequenos capões de matos, remanescentes da floresta latifoliada tropical e também pequenas áreas de reflorestamento, sobretudo de eucaliptos e grevinhas. Restam apenas 2.100 hectares dos seus 49.150 de florestas. Ou seja, só 4,27 da área verde ainda sobrevivem. A destruição irracional da cobertura vegetal desestabilizou o equilíbrio natural entre temperatura e umidade, diminuindo a umidade e aumentando a temperatura. Esse fenômeno é de grande importância à análise do atual desgaste dos solos e a diminuição do lençol freático. Na tentativa de preservar o que resta, vêm se fazendo campanhas de conscientização por parte dos órgãos governamentais juntamente com instituições educacionais do município, procurando orientar os proprietários para que façam trabalho de reflorestamento. Sobretudo nas margens e vertentes, procurando assim preservar o que ainda existe.

Em Maria Helena predomina o Clima Subtropical Úmido Mesotérmico, com verãos quentes e geados pouco freqüentes, com tendência de concentração de chuvas nos meses de verão, sem estação seca definida. A média das temperaturas dos meses mais quentes é superior a 25 graus centígrados e a dos meses mais frios é inferior a 18 graus centígrados. Os meses mais chuvosos da região são dezembro, janeiro e fevereiro com uma média de precipitação de 170 mm e o que apresentam menores precipitações pluviométricas são junho, julho e agosto com uma média mensal de 40 mm mensal. A umidade relativa do ar tem valores médios anuais em torno de 75%.

Média anual – 1.450 mm. Meses de maior precipitação pluviométrica: Dezembro, Janeiro e Fevereiro. Meses com menor precipitação pluviométrica: junho, julho e agosto.

Nos tempos da colonização do Norte Novíssimo predominavam as pequenas propriedades rurais. Pois a terra na região tinha preços muito baixos e as companhias colonizadoras davam longos prazos para o pagamento. Com as diversas dificuldades ocorridas no campo, especialmente com o fim do ciclo cafeeiro este cenário mudou muito, sendo que hoje a área rural do município predomina as médias propriedades rurais. Dos 49.150 hectares de Maria Helena, 13.682 ha estão hoje ocupados com lavouras de algodão, amoreira, soja, café, mandioca, milho e outras de menor expressão; 35.268 hectares estão ocupados com pastagens e a maior parte é usada pra o gado de corte. Infelizmente a maior parte dos proprietários destes rebanhos não residem no município e consequentemente também não aplicam ali seus lucros. Hoje se percebe em toda a região uma super-oferta de mão-de-obra não especializada. Esta mão-de-obra não consegue ser absorvida pelo pequeno número de indústrias e comércios instalados aí. Restando praticamente, como única opção o trabalho como “bóia-fria” na lavoura. Estas pessoas muitas vezes moram em um município e se deslocam diariamente para outros conforme a oferta de trabalho. A atividade turística surge como oportunidade de desenvolvimento e inclusão social, uma vez que se utiliza o recurso natural e humano existentes no local, como por exemplo, a exploração do Turismo Rural. Considerando a situação atual do município, o setor atividade agropecuária desempenha papel relevante na economia local, por outro lado concentra renda e hoje representa 78,21% da atividade econômica. Em segundo lugar vem o comércio com 13,89% e o setor de serviços conta com 7,9% da economia local.

O município possui 750 propriedades rurais, sendo que 86,5% são pequenas propriedades com até 100 ha. Conforme a tabela abaixo as pastagens predominam no município e ocupam 35.468 ha num total de 49.150 ha de lavoura segundo dados da Emater-Pr (2006).

Atividade Produtiva:

Cultivo Área | (há)

A pecuária é predominante de corte, sendo a principal atividade produtiva do município, com rebanho de 48.000 cabeças de gado de corte, o que denota uma produção do tipo extensiva, somando 4.200 cabeças de gado misto (leite e corte). Embora menos significativas, a produção de suínos com 500 cabeças e um incremento substancial de aves para corte de 420.000 cabeças (verificar quadro) fazer parte desta atividade produtiva.

Atividade Pecuária

A estrutura fundiária rural é de propriedade de médio porte. A maioria das fazendas tem entre 11 a 50 ha como mostra o quadro abaixo. Apenas 100 propriedades firam em torno de 101 a 1000 ha. Os proprietários de terras com mais de 101 há, segundo fontes da prefeitura não moram em Maria Helena, residem nos grandes centros e aplicam todo o capital oriundo da produção agropecuária fora do município. As áreas improdutivas giram em torno de 2.200 ha correspondendo 4,47% da área total do município. Nas terras arrendadas (2.330 ha) a predominância é o plantio de soja, mandioca e milho.

O setor é representado pelas seguintes organizações: · Aprogel (fundada em 2002 com 43 membros) · APMH – Associação dos Produtores e Criadores de Maria Helena (fundada em 2001 com 20 membros) · Sindicado Patronal de Maria Helena · Sindicado dos Trabalhadores Rurais de Maria Helena

Contudo, os dados dos Censos apresentam uma tendência à urbanização do município com a diminuição de habitantes no campo. Salienta-se a tendência do município para a pecuária extensiva, embora nos dois últimos anos houve uma significativa entrada de soja na região e no município favorecida pelo preço do mercado externo, aumentando com isso o valor da terra e as áreas arrendadas, avalia-se que a área de soja tende a se estabilizar pelo fato que o preço vem caindo no mercado externo e na região do arenito em período de seca ocorre uma quebra na safra. Com isso vários arrendatários que vieram de outras regiões abandonaram as suas áreas arrendadas pelo fato de terem amargado prejuízos em decorrência da política econômica e falta de chuva. Essas áreas estão atualmente ocupadas pelo cultivo de cana de açúcar e pastagens.

Maria Helena tem se destacado na indústria de confecções de jeans, gravatas, fraudas descartáveis, moda íntima, vestuário (facção). Dentre as indústrias e facções, se destacam: Apollu’s Jeans, Indústria de Gravatas Monte Hermon, Edifrança Confecções de Moda Íntima. Há também um laticínio que processa todo leite do município, proporcionando geração de renda e empregos para a população local. (Laticínio Gaivota) A indústria moveleira se destaca com a Sul Móveis e Vimemóveis, localizadas no perímetro urbano da cidade de Maria Helena.

Maria Helena possui um setor de serviço constituído por 7 (sete) lanchonetes, 2 (dois) postos de gasolina, 1 (um) laboratório de análises clínicas, 2 (duas) borracharias, 1 (um) banco, 2 (dois) caixas eletrônicos. Conta com serviços de terceiros: encanador, eletricista, pedreiro, soldador, cabeleireiro, salão de beleza. O comércio é diversificado, porém não atende à demanda de consumo dos moradores, fazendo com que muitos se desloquem ao município de Umuarama para consumir bens e serviços que não são oferecidos em Maria Helena.

Letra e Música: Sebastião Lima

No Planalto Altaneiro e verdejante Que desvenda horizontes de luz Tu Nasceste altiva e pujante Com encanto que a todos seduz. Onde outrora era agreste, sertão Moacyr Loures Pacheco e outros mais Acreditaram na riqueza deste chão E surgiu Maria Helena entre belos cafezais.

Com orgulho para sempre hei de dizer Sou teu filho e por ti quero viver Sei que aqui sempre encontrarei guarida Maria Helena meu tesouro minha vida.

Rios das Antas, Rio Piava a irrigar Esta terra mais linda que há Proporciona o progresso singular A este celeiro que orgulha o Paraná. Nossa Senhora das Graças Padroeira Com seu manto Santo de belezas mil Abençoa esta gente alvissareira E este recanto feliz do meu Brasil.

Podemos classificar este tipo de modalidade como sendo uma prática de turismo de lazer, esportivo ou educacional, em áreas naturais, que se utiliza de forma sustentável dos patrimônio natural e cultural, incentiva a sua conservação, promove a formação de consciência ambientalista e garante o bem estar das populações envolvidas. Traduzindo para uma linguagem mais "natural", como sugere o título, o ecoturismo pode ser praticado em um banho de cachoeira, numa caminhada por trilhas, num passeio a cavalo, num estudo biológico, e até mesmo numa contemplação em uma das áreas naturais de Maria Helena.

Feriados Municipais

Retirado de Sapo Saber a 21-07-2009

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