Pessoa

Michael Jackson

Michael Joseph Jackson

  • US

  • Nasceu a 29 de Agosto de 1958

  • Faleceu a 25 de Junho de 2009

Nota: Se procura outras pessoas com esse nome, consulte Michael Jackson (clarificação).

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Michael Joseph Jackson ( Gary, Indiana, 29 de Agosto de 1958 - Los Angeles, 25 de Junho de 2009), conhecido simplesmente como Michael Jackson, é um músico norte-americano, conhecido como cantor, compositor, produtor, realizador, dançarino e instrumentista que começou a carreira aos 5 anos de idade como líder vocal do grupo Jackson 5. Lançou-se a solo no início dos Anos 70, ainda pela Motown, editora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e pelos irmãos. Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido da história, Thriller; acumulou recordes e prémios; e colocou um total de 20 canções na liderança dos tops.

Nos anos 80, foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Nos anos 90 foi suspeito em casos de abuso sexual de menores. Por isso, interrompeu a carreira em duas ocasiões: em 1993 e em 2003, quando foi indiciado por sete crimes, julgado e considerado inocente pelo júri.

Biografia


Michael é o sétimo de nove filhos de Joseph e Katherine Jackson. A família inteira – incluindo os irmãos mais velhos, Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, LaToya e Marlon, e os mais novos, Randy e Janet Jackson – viveram juntos numa pequena casa de dois quartos, e o pai sustentava a casa com dificuldades, trabalhando num moinho. Por vontade da mãe, mas contra o desejo do pai, as crianças tornaram-se Testemunhas de Jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta.

De acordo com as regras rígidas do pai, Joseph, as crianças eram mantidas trancadas em casa enquanto ele trabalhava pela noite dentro. Entretanto, os irmãos Jackson escapavam frequentemente para as casas dos vizinhos, onde cantavam e faziam música. Os irmãos mais velhos mexiam na guitarra do pai Joseph sem permissão enquanto ele estava no trabalho. Até que um dia Joseph tomou consciência do talento de filhos e resolveu ganhar dinheiro com isso, saindo de Gary e indo para a Califórnia, para mais tarde serem contratados pela Motown.

Carreira a solo


Em 1978, Michael co-protagonizou The Wiz no papel do espantalho com a sua companheira de editora, Diana Ross, como Dorothy. As canções do filme foram arranjadas e produzidas por Quincy Jones, que tinha simpatia por Michael. Após assinar o contrato com a Epic em 1978, Michael trabalhou com Quincy em muitos álbuns.

Depois do inesperado sucesso do álbum Destiny, dos Jacksons, em 1978, Michael teve a oportunidade de retomar a carreira solo, que havia abandonado em 1975 quando o grupo formado por ele e os irmãos deixou a Motown. O astro tinha conquistado respeito junto à administração da Sony Music depois de compor e produzir sete canções para os Jacksons, entre elas "Shake Your Body (Down To The Ground)", que colocou o grupo de volta às listas dos mais vendidos nos Estados Unidos e no mundo.

Michael começou a gravar Off The Wall durante a Primavera americana de 1979. Com a produção de Quincy Jones, Jackson seleccionou dez músicas que deram forma ao primeiro álbum solo lançado por ele em idade adulta. Off The Wall causou furor no público e na media especializada. A mistura de black music e disco do álbum tornou-se referência nos anos que se seguiram. Michael ganhou o primeiro Grammy com o compacto de "Don't Stop 'Til You Get Enough", uma canção escrita e produzida por ele. Foram dois anos de constante exposição no Radio e na televisão. Foi a primeira vez que um artista colocou quatro músicas de um mesmo álbum entre as dez mais tocadas tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos. Em 1980, Off The Wall já era o álbum de black music mais vendido da história. Os números chegam, actualmente, a 25 milhões de cópias.

Apesar de ter vendido com um único álbum solo mais do que os Jacksons tinham conseguido na carreira de 11 anos, Michael resolveu continuar com os irmãos, atendendo a pedidos da mãe.

Leia também: Thriller; Resenhas do álbum Thriller de Michael Jackson; The Jacksons - Victory Tour.

Depois de lançar mais um disco com os Jacksons em Setembro de 1980 e cumprir uma apertada agenda de divulgação que incluía especiais no Radio e uma série de 39 shows nos Estados Unidos, Michael tinha pouco tempo para gravar o álbum que sucederia a Off The Wall. Ainda assim, aceitou um convite do cineasta Steven Spielberg para narrar a história do filme E.T. the Extra-Terrestrial ( 1982) num disco que ainda incluiria a canção inédita "Someone In The Dark".

Jackson resolveu trabalhar nos dois projectos simultaneamente, o que gerou desconforto na Sony Music. O disco narrado por Michael seria distribuído pela MCA Records no mesmo mês em que a editora tinha agendado o lançamento de Thriller. A Sony Music levou o caso à justiça e conseguiu cancelar o projecto. Enquanto isso, Jackson concluiu as gravações de Thriller. O álbum foi finalizado em seis meses e lançado em Novembro de 1982, depois de vários adiamentos.

Thriller é actualmente o álbum mais vendido da história, com mais de 104 milhões de cópias vendidas no mundo [1] -- Almanaque Folha de São Paulo Online: "[...] Também em 82, Michael Jackson lança o LP 'Thriller', disco mais vendido de todos os tempos". (certificado pelo Livro de Recordes, o Guiness). Nos dois anos que se seguiram ao lançamento, o álbum foi a maior sensação da América, influenciando não somente a música, como também a dança, a moda e a televisão. Thriller chegou à primeira posição entre os mais vendidos dos Estados Unidos no dia 21 de fevereiro de 1983 e permaneceu lá por 37 semanas, um recorde. Sete compactos foram lançados e dois conquistaram o primeiro lugar, "Billie Jean" e "Beat It".

Thriller foi também um marco na luta contra a discriminação racial na indústria fonográfica. Jackson tornou-se o primeiro artista negro cuja música estava no ar na MTV, com o videoclipe de "Billie Jean", dirigido por Steve Baron. A canção "Beat It", que tinha participação do guitarrista Eddie Van Halen, fez rádios de rock, na época orientadas a um público essencialmente branco, tocarem a canção de um negro; e fez rádios de black music tocarem rock. Um feito inédito até então.

Durante a divulgação de Thriller na noite de 16 de Maio de 1983, 3 mil celebridades norte-americanas lotaram um teatro em Los Angeles para assistir a uma apresentação comemorativa dos 25 anos da gravadora Motown. De suas casas, 50 milhões de norte-americanos acompanharam pela TV a apresentação dos vários artistas negros, até que os Irmãos Jackson entram e dão um show especial que encantou a todos - mas a certo momento saem do palco, deixando Michael Jackson sozinho. Michael começou a cantar "Billie Jean" , sucesso do álbum que havia lançado seis meses antes. De repente, Michael parou de cantar, andou até ao canto esquerdo do palco e voltou... deslizando de costas. A cena, que ficou gravada para a posteridade, é impressionante: são 3 mil queixos caídos. Naquela noite, mais do que mostrar pela primeira vez o passo que batizou como "Moonwalk" (algo como "andando na lua"), Michael Jackson foi dormir consagrado como nada menos que o Rei da Pop. "Foi aquele momento que cristalizou o status de celebridade de Michael Jackson", cravou a prestigiada revista americana Rolling Stone. "Moonwalk, no mundo do entretenimento, só é comparável ao andar de vagabundo de Chaplin, à sequência de Gene Kelly em Serenata à Chuva e aos passos de Fred Astaire no filme Núpcias Reais". Pois depois daquela apresentação, tanto Fred Astaire quanto Gene Kelly foram atrás de Jackson para lhe dar os parabéns. Foi quando o astro estreou o chapéu e o casaco pretos e a famosa luva de lantejoulas. Em Dezembro daquele ano, Michael e o realizador John Landis estabeleceram também novos horizontes para a produção de videoclipes, quando uma curta-metragem de 14 minutos foi lançado para promover a canção "Thriller" por um custo de 600 mil dólares, elevado para os padrões da época.

Também a tempo para o Natal de 1983, um segundo dueto entre Jackson e Paul McCartney chegou às lojas. "Say Say Say" tornou-se o sexto número um de Jackson na América e o nono do ex-Beatle.

Em 27 de janeiro de 1984, Michael Jackson sofreu um acidente enquanto gravava o segundo anúncio para a televisão do Contrato de 5 milhões de dólares que tinha assinado para ser a cara da Pepsi. O cabelo do astro foi incendiado por fogos de artifício. Sofreu queimaduras de segundo grau no couro cabeludo. Michael teve alta do hospital um dia depois da internação.

Em março de 1984, Jackson lançou em VHS o videoclipe de "Thriller" acompanhado por um documentário sobre os bastidores da produção. A fita, intitulada Making Michael Jackson's Thriller, vendeu 14 milhões de unidade e tornou-se a mais vendida de todos os tempos, até ser superada pela do filme Titanic, de James Cameron, em 1997. Em maio seguinte, Thriller entrou para o livro dos recordes e Michael ganhou uma estrela no Passeio da Fama, em Hollywood. No final de 1984, Jackson já tinha conquistado 94 prémios por Thriller. Na cerimónia dos Grammy Awards daquele ano, o músico estabeleceu um novo recorde conquistando oito prémios. A marca foi igualada pelo guitarrista mexicano Carlos Santana com o álbum Supernatural, em 2000.

Com o sucesso de Thriller, o interesse do público e da imprensa por Jackson era crescente. Tornaram-se notórios não somente os hábitos pouco usuais do músico, mas também os trabalhos humanitários de Michael, especialmente em prol de crianças e adolescentes. Em maio de 1984, Jackson participou no lançamento de uma campanha contra as drogas na Casa Branca como convidado do presidente americano Ronald Reagan. Em julho, encheu as manchetes quando anunciou que reverteria todos os lucros da digressão do álbum Thriller para caridade. A Victory Tour, com 55 concertos em cidades dos Estados Unidos e Canadá, arrecadou 75 milhões de dólares.

Em 1985, Michael Jackson uniu-se a Lionel Richie e Quincy Jones na missão de angariar fundos para a campanha USA for Africa. A ideia era gravar uma canção cujos lucros seriam revertidos para reduzir os índices de mortalidade pela fome no continente africano. Lionel compôs, no piano, a melodia. Michael escreveu a letra num único dia. O resultado teve o nome de " We Are The World". Para gravar a canção, Quincy Jones convidou 44 celebridades da música e televisão, incluindo Cyndi Lauper, Diana Ross, Ray Charles e Stevie Wonder. O projeto arrecadou 200 milhões de dólares para a luta contra a fome na Etiópia.

Michael ganhou dois Grammys por "We Are The World": "Canção do Ano" (com Lionel Richie) e "Gravação do Ano" (com Quincy Jones). A canção recebeu também outros dois prémios na cerimónia.

Depois de Thriller, Jackson adiou o lançamento de um novo disco por várias vezes. Somente em 1986 o público conheceu uma das músicas selecionadas para fazer parte do que seria o álbum Bad. A canção "Another Part Of Me" fazia parte da banda-sonora do filme Captain EO, produzido por George Lucas e Francis Ford Coppola. Michael estrelava a curta-metragem filmado todo em 3D para a Disney por um valor de um milhão de dólares por minuto. Até 1998, o filme ainda era exibido em parques temáticos da empresa.

Jackson lançou Bad em Agosto de 1987, com dois anos de atraso. Para a media especializada, o álbum era pouco ousado e uma decepção se comparado com Thriller ( 1982) ou Off The Wall ( 1979). Em contrapartida, o público respondeu bem e fez de Bad um grande sucesso. Não tão grandioso quanto Thriller, mas um grande sucesso. O álbum vendeu 36 milhões de cópias em todo o mundo e permaneceu durante algum tempo como o segundo mais vendido da história.

Bad ainda teve um recorde de nove canções lançadas como compacto. Cinco delas chegaram à primeira posição nos Estados Unidos: "I Just Can't Stop Loving You" (com a estreante Siedah Garrett), "Bad", "The Way You Make Me Feel", "Man in the Mirror" e "Dirty Diana". Foi a primeira vez que um artista colocou cinco músicas de um mesmo álbum em primeiro lugar.

Durante a divulgação de Bad, a publicação de excentricidades sobre a vida de Michael tornou-se frequente. Verdades ou mentiras, tornaram-se parte da imagem que se criou em torno de Jackson. Foi noticiado, por exemplo, que o músico tentou comprar os Ossos e roupas de John Merrick, o Homem Elefante. Que ele teria uma parte do próprio nariz, retirada em cirurgia plástica, conservada numa jarra dentro de casa. Que dormia numa câmara hiperbárica para retardar o envelhecimento.

Na época, as alterações na aparência de Michael eram visíveis e geravam muita polémica. Os jornais especulavam sobre dezenas de cirurgias plásticas, apesar de o músico confirmar apenas duas, e possíveis razões para a mudança na cor da Pele dele, que estava branca. Especialistas acreditavam que Michael se teria submetido a um tratamento intensivo com hidroquinona, uma substância capaz de clarear a Pele. Em 1993, durante entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, Jackson afirmou sofrer de vitiligo, uma doença autoimune não contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação.

Em setembro de 1987, Michael deu início à Bad World Tour, a sua primeira digressão mundial a solo, que passou em 15 países e atraiu 4.4 milhões de pessoas aos estádios - um recorde de público que seria superado pelo próprio Michael duas vezes, em 1992 e 1997.

Em 1988, o astro lançou a autobiografia Moonwalk e o filme Moonwalker, dirigido essencialmente por Jerry Kramer, que continha os videoclipes de "Smooth Criminal" e "Leave Me Alone". O longa-metragem ainda deu origem a um videojogo do mesmo nome para fliperamas, Sega Mega Drive e Sega Master System. Jackson ganhou um Grammy pelo videoclipe de "Leave Me Alone" em 1989.

Bad foi a última colaboração de Jackson com o produtor Quincy Jones.

Em maio de 1988, Michael Jackson mudou-se da residência da família, Hayvenhurst, em Encino, para um rancho recém-adquirido no vale de Santa Ynez, a norte de Los Angeles, também na Califórnia. A propriedade, de 2.7 mil acres, foi batizada de Neverland (Terra do Nunca, em português) - uma referência ao livro Peter Pan ( 1906), de J. M. Barrie. O músico morou sozinho no rancho por 17 anos em busca de privacidade. Não funcionou. Pelo contrário, o isolamento só fez com que aumentasse o interesse do público e, consequentemente, da imprensa sobre a vida dele.

Em março de 1990, Michael Jackson assinou um Contrato recorde de 1.089 bilhões de dólares segundo a revista Forbes, com a Sony Music que asseguraria a permanência dele na editora por mais 15 anos . Nesse período, deveria lançar seis álbuns e receberia 180 milhões em antecipação por cada um deles. No livro dos recordes, Jackson passou a ser citado como o artista mais bem pago da indústria da música.

Em 1990, durante os American Music Awards, Elizabeth Taylor discursava sobre a vida musical de Jackson quando finalizou: Em minha estima, ele (Michael Jackson) é o único que pode receber o título de Rei da Pop, Rock e Soul.

A plateia manifestou-se a favor das palavras de Liz e, desde então, o público e a imprensa referem-se a Michael Jackson como "Rei da Pop".

Depois de um ano longe dos tops, Michael pôde ser ouvido novamente nas Radio em novembro de 1991 com a música "Black Or White", o primeiro single que seria lançado do álbum Dangerous. Jackson convidou o realizador John Landis (de "Thriller") para gravar o videoclipe da canção. Quando foi transmitidao a curta-metragem, que tinha 10 minutos de duração, gerou controvérsia, mostrando o músico a quebrar vitrines de lojas e a destruir um carro com um pé-de-cabra.

O videoclipe foi transmitido simultaneamente para 27 países (inclusive o Brasil, durante o programa Fantástico da Rede Globo) perante uma audiência estimada em 500 milhões de pessoas, um novo recorde. A reação foi imediata. O segmento considerado violento foi retirado. Michael retractou-se num comunicado dizendo que o comportamento simulava o instinto de uma pantera, Animal em que se transforma durante a história. O vídeo também ficou famoso por mostrar na televisão uma das primeiras metamorfoses geradas em computador.

Duas semanas depois, Dangerous foi lançado. O álbum reunia 14 canções inéditas - 12 delas escritas e compostas por Jackson. A produção era, essencialmente, de Teddy Riley, considerado um dos criadores de um novo tipo de som chamado 'new jack swing'. Dangerous gerou outros nove singles, incluindo três números um: "Black Or White", "Remember The Time" e "In The Closet". O álbum ficou mais de dois anos entre os mais vendidos e foi adquirido por 40 milhões de pessoas no mundo, superando Bad como o segundo melhor desempenho da carreira do astro.

Em junho de 1992, Michael saiu em digresssão para divulgar o álbum e quebrou recordes de público firmados anteriormente por ele mesmo durante a Bad World Tour, em 1987 e 1988. A digressão foi interrompida em 1993 depois de ser acusado de abusar sexualmente de um menor. Apesar disso, a investida levou para os estádios 3.5 milhões de pessoas em 69 concertos - uma média maior do que qualquer outra digressão até então. Todos os lucros da Dangerous reverteram para caridade.

Para retomar a divulgação do álbum Dangerous nos Estados Unidos, interrompida desde que tinha saído, Michael programou dois grandes eventos televisivos em 1993. No dia 31 de janeiro, ele se apresentou no intervalo do Super Bowl XXVII diante de uma audiência de 133.4 milhões de pessoas. Dez dias depois, concedeu uma entrevista à apresentadora Oprah Winfrey a que assistiram 100 milhões de telespectadores. Foi a primeira vez em dez anos que Jackson aceitou falar com a imprensa.

Em Agosto de 1993, o jovem Jordan Chandler, de 13 anos de idade, representado pelo advogado Larry Feldman, acusou Michael Jackson de abuso sexual. As declarações, feitas à imprensa, nunca foram entregues à Justiça e, por consequência, o músico não chegou a ser indiciado pelo crime. Apesar disso, o promotor distrital Tom Sneddon deu início a investigações paralelas no final do mês pelo condado de Santa Ynez, residência oficial de Jackson.

As acusações geraram frenesi em todo o mundo. Michael cancelou o último seguimento da digressão do álbum Dangerous em Outubro, pouco antes de deixar o México a caminho dos Estados Unidos. Durante uma semana daquele mês não se soube o seu paradeiro. Reapareceu internado aos cuidados do terapeuta Beauchamp Colclough, na Irlanda do Norte, numa clínica de reabilitação para toxicodependentes alegando a necessidade de se restabelecer de um vício em analgésicos.

Michael Jackson pronunciou-se sobre as alegações pela primeira vez em dezembro de 1993, durante um comunicado transmitido simultaneamente pelas redes CNN, CBS, NBC e ABC, ao vivo do rancho Neverland. Defendeu-se, afirmando ser incapaz de "causar mal a uma criança".

Depois de seis meses de negociações, o astro fechou um acordo confidencial com o dentista Evan Chandler, pai do adolescente que o acusava. Especula-se que a família tenha embolsado quase 15 milhões de dólares. As investigações paralelas da Justiça foram arquivadas em 1994 por falta de provas. Com o acordo, o único reclamante recusava-se a colaborar.

No mesmo ano, em maio, Jackson casou com a filha de Elvis Presley, Lisa Marie Presley. A união foi amplamente divulgada e criticada pela imprensa, que especulava sobre a conveniência do casamento, realizado meses depois do término das investigações criminais contra o músico. A primeira aparição pública do casal foi em setembro durante os MTV Video Music Awards do ano. Eles entraram no palco, seguiram por uma passarela e beijaram-se. O matrimonio durou dois anos.

Em setembro de 1996, Michael Jackson deu início à HIStory World Tour com um espectáculo de lotação esgotada na cidade de Praga, na República Checa. No fim dos concertos, mais de um ano depois, Jackson tinha levado 4.5 milhões de pessoas aos estádios de 56 cidades, em 35 países diferentes. Com isso, a digressão estabelecia um novo recorde mundial de público.

Em novembro de 1996, o músico casou-se com a enfermeira dermatologista Deborah Rowe, com quem teve dois filhos. O primeiro, Michael Joseph Jackson Jr., nasceu naquele ano. No ano seguinte, Rowe deu à luz a Paris Katherine Jackson. A enfermeira abriu a mão de todos os direitos maternos e entregou a guarda das crianças a Jackson, gerando grande polémica. Em 2002, Rowe afirmou, em entrevista à rede americana de televisão FOX, que os filhos foram "presentes" dados por ela ao músico.

Em maio de 1997, o grupo Jackson 5 foi incluído ao Hall da Fama do Rock and Roll. Quatro anos mais tarde, em 2001, Jackson receberia a condecoração como artista solo.

Em 2000, Jackson recebeu o título de "Cantor do Milénio" durante os XI World Music Awards, realizados em Mónaco. A cerimónia foi transmitida para mais de 160 países perante uma audiência de quase um mil milhões de pessoas. Mariah Carey recebeu prémio similar, na categoria feminina. Na ocasião foram referidas vendas de mais de 200 milhões de álbuns durante a carreira de 29 anos.

Em setembro de 2001, Michael Jackson promoveu dois concertos com lotação esgotada no Madison Square Garden, em Nova York, para celebrar 30 anos de carreira solo. Foi a primeira vez, em 20 anos, que o grupo The Jacksons voltou a se reunir no palco. Cantaram grandes sucessos, como "I'll Be There", "Can You Feel It" e "I Want You Back". Celebridades como Whitney Houston, Britney Spears, Liza Minelli, *NSYNC, Usher e Gloria Stefan prestaram homenagens a Jackson cantando alguns dos maiores sucessos da carreira dele. Na platéia, mais personalidades. Assistiram às apresentações Elizabeth Taylor, Macaulay Culkin, Marlon Brando, Ray Charles, Chris Tucker, Nelly Furtado, Will Smith e Quincy Jones.

Para comemorar a data, foram lançadas edições especiais dos álbuns Off The Wall, Thriller, Bad e Dangerous - todos remasterizados, com novos encartes, incluindo canções raras e inéditas, e também entrevistas com o produtor Quincy Jones e o compositor Rod Temperton.

No mês seguinte, Outubro, Jackson lançou Invincible, a primeira coleção de novas canções em dez anos, desde Dangerous, em novembro de 1991. Produzido essencialmente por Rodney Jerkins ("If You Had My Love", Jennifer Lopez) e Teddy Riley ("In The Closet"), inclui como convidado o guitarrista Carlos Santana e contém ainda um rap póstumo de Notorious B.I.G.

Durante a rápida divulgação do álbum ficaram explícitas as divergências entre Michael e o então-chefe da Sony Music, Tommy Mottola. Os problemas começaram em 2000, quando Jackson tentou retirar a licença das gravações originais do catálogo dele da editora para lançamento independente. Assim Michael não precisaria dividir os lucros com a Sony. Entretanto, os advogados de Jackson encontraram cláusulas no Contrato dele com a gravadora que impediam a transação.

Para evitar uma disputa judicial, Michael e a Sony fecharam um acordo que permitiria que ele abandonasse a editora depois do lançamento de Invincible, mas não antes de um pacote de colectâneas que reuniriam os seus maiores sucessos. A crise acentuou-se quando a canção "You Rock My World" saíu para as Radio ilegalmente e teve que ser lançada como primeiro single do álbum. Michael queria "Unbreakable" e se negou a colaborar com a divulgação de Invincible.

A imprensa chegou a especular que as vendas de Invincible, consideradas fracas por muitos especialistas, cerca de 16 milhões de cópias, teriam acentuado as divergências entre o músico e a editora.

Uma semana após os atentados terroristas de 11 de setembro nos Estados Unidos, Michael Jackson anunciou a gravação de uma música beneficente para arrecadar fundos a familiares das vítimas. Mais de 35 cantores contribuíram, como Shakira, Celine Dion, Ricky Martin, Luther Vandross, Justin Timberlake, Carlos Santana, Beyoncé e Mariah Carey. O single nunca foi lançado devido aos desentendimentos do músico com a Sony Music. Além disso, especula-se que o envolvimento de um dos produtores do projeto com a indústria do cinema pornográfico americano teria afastado patrocinadores.

Uma série de coletâneas reunido os maiores sucessos do astro foram lançadas nos anos que se seguiram. Junto a Invincible chegou às lojas Greatest Hits: History - Vol I. Em 2003, Number Ones. Um ano depois, a Epic lançou The Ultimate Collection, uma caixa com quatro CDs e um DVD. Em março de 2006, a Sony Music lançou nova coletânea, o álbum duplo The Essential Michael Jackson.

Michael Jackson retoma a carreira


Mas essas não seriam as únicas novidades na vida do popstar. De acordo com o tablóide sensacionalista "National Enquirer", Michael casou-se em segredo com a ama dos filhos.

O casamento foi no início deste ano, na cidade americana de Las Vegas."Grace é uma de suas amigas mais próximas. Ela é uma das poucas pessoas que ficou ao lado dele enquanto ele passava por todos os problemas, incluindo a acusação de molestar crianças em 2005", disse a fonte.

Seu porta-voz desmentiu o caso.

Em Maio de 2006, Michael se mudou do Bahrain para a cidade de Dublin, na Irlanda, onde continuou a gravar o que será o décimo álbum solo da carreira - o primeiro desde Invincible, lançado há cinco anos. A previsão é que o álbum chegue às lojas até o verão de 2007 e seja distribuído pela gravadora independente 2 Seas Records, propriedade do sheik do Bahrain Abdulla bin Hamad Al Khalifa. Mas a distribuição por conta da 2 Seas Records já foi descartada. O selo de gravação agora é a Michael Jackson Company Inc., criada há pouco tempo.

Em Outubro do mesmo ano, o programa de televisão Access Hollywood teve acesso ao estúdio enquanto Michael trabalhava com o produtor e rapper Will.i.am, membro-líder do grupo Black Eyed Peas. O estúdio que Michael trabalhava em Dublin era a Grouse Lodge Residential Studios.

*Citações:

"(...) estou muito ansioso com o futuro. Estou trabalhando em vários projetos diferentes musicais e cinematográficos. Muitas coisas virão em breve e estou ansioso com isso." - Michael Jackson, maio de 2007.

"Estou surpreso em trabalhar no álbum que marcará o retorno de Michael Jackson. Fico honrado em produzir e participar e trabalhar junto a Jackson, esta é uma experiência histórica!" - Will.I.Am, janeiro de 2007.

"A partir de agora apenas precisarei encontrar tempo para fazê-lo. É algo realmente grande. Ele é o responsável por todo o meu som. Desejo me reunir com ele. Ouvi que ele é um tipo, no mínimo, interessante." - Ne-Yo, abril de 2007.

"O cara ainda canta como um pássaro. Não pode ir a nenhuma parte. Eu acredito que nós temos uma oportunidade real de fazer algo. Ou retorna para ser realmente grande ou o mundo vai passar por ele. Não haverá meio termo desta vez." - Will.I.Am, janeiro de 2007.

"Estamos trabalhando em coisas maravilhosas" - Michael Jackson, janeiro de 2007.

Em 11 de fevereiro de 2008, Jackson lançou Thriller 25th, uma edição do seu 25 º aniversário do lançamento do seu mais celebre álbum, Thriller. É composto por dois discos, um disco original que contém as nove faixas originais e as faixas remixadas, uma canção que não entrou para o album original, chamada "For all time", uma voz sobre Vincent Price, e será incluído em extradições.Will i.am, Fergie, Kanye West, e Akon, com lançamentos, a par do único álbum. O segundo disco é um DVD que contém tres vídeos: das músicas: Thriller, Billie jean, beat it e Jackson's performance de "Billie Jean" a Motown 25. Internacionalmente, "The Girl is mine 2008" foi lançado como single na europa, enquanto nos Estados Unidos, "Wanna Be Startin 'Somethin' 2008" foi o primeiro single, ambos dos quais foram moderadamente bem sucedida.

Thriller 25 foi um sucesso comercial, depois de ter feito particularmente bem como uma nova emissão, atingindo um máximo de número um em oito países, a Europa e o Reino Unido . Ela chegou ao TOP #2 nos Estados Unidos, TOP #3 no Reino Unido, e TOP #10 em mais de trinta Paises. Thriller 25th passou três semanas em primeiro lugar na França, e duas semanas, em primeiro da Argentina, Bélgica, e no Reino Unido. Ela foi certificado ouro em 11 países. Na Polónia, o álbum foi certificado ouro, atingindo o número seis. Na França, Thriller 25th recebeu uma certificação ouro de dois tempos, e que mais tarde foi certificada platina na Polônia.

Nos Estados Unidos, Thriller 25th foi o segundo álbum mais vendido de sua semana de estreia, vendendo 166000 exemplares. Foi inelegivel para o Billboard 200 chart como um re-lançamento, mas entrou no Pop Catalog Gráficos no número um, onde permaneceu durante nove semanas consecutivas e não tinha as melhores vendas neste gráfico desde dezembro de 1996. Este foi o melhor lançamento Jackson desde invincible em 2001, com um valor estimado de 500000 exemplares e 1,8 milhões de cópias vendidas em 12 semanas

A morte de Michael Jackson


Michael Jackson morreu de paragem cardíaca na sua casa, em Los Angeles, no dia 25 de Junho de 2009. Tinha 50 anos. Os médicos tentaram reanimá-lo durante uma hora, depois de o cantor ter desmaiado em sua casa, devido aparentemente a uma paragem cardíaca, afirmou Jermaine Jackson, irmã do cantor e porta-voz oficial da família. A notícia provocou uma onda de choque em todos os média, especialmente na internet. O funeral do cantor foi marcado para 7 de Julho, em Los Angeles.

Discografia


Álbuns de Estúdio:

Coletâneas e Semi-Coletâneas:

Retirado de Sapo Saber a 08-09-2009

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