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Ricardo Pais

Ricardo Pais

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Ricardo Pais (n. Maceira, Leiria, 1945) é um encenador português.

Ricardo Pais (n. Maceira, Leiria, 1945) é um encenador português.

Iniciou-se no teatro sendo ainda estudante de Direito na Universidade de Coimbra como actor do CITAC. Em Londres recebeu formação em encenação, no Drama Centre London, obtendo aí o Director’s Course Diploma ( 1971). Foi professor de Direcção de Actores, entre 1975/ 83, na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Em 1985 fundou, em Viseu, o Núcleo de Acção Cultural ( Área Urbana) e, em 1987, assumiu a coordenação do Projecto Fórum Viseu, serviço municipal de cultura e comunicação. Nos três anos seguintes, foi funcionário da Secretaria de Estado da Cultura. Distinguindo-se pela transdisciplinaridade dos espectáculos que tem criado, trabalhou com Os Cómicos, Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Nacional S. João, entre outros.

Na sua actividade de encenador destacam-se as peças Dois Verdugos de Arrabal, D. Perlimpim de Lorca, As Cuecas de Sternheim, A Mandrágora de Machiavelli, Ninguém – Frei Luís de Sousa, colagem de textos de Garrett, Maria Velho da Costa e Alexandre O'Neill, Anatol de Arthur Schnitzler, Fausto, Fernando, Fragmentos., de Fernando Pessoa, Clamor de Margarida Vieira Mendes, sobre Sermões de Padre António Vieira, Madame, de Maria Velho da Costa (com Eunice Muñoz e Eva Wilma).

Foi Director entre 1989 e 1990 do TNDM II. Foi Comissário-Geral para Coimbra – Capital do Teatro ( 1992). Entre 1995 e 2000 assumiu a direcção do Teatro Nacional de S.João (Porto), ao qual regressou em 2002.

Encenou espectáculos a partir de textos de autores como Gil Vicente, Eugène Ionesco, William Shakespeare, Jacinto Lucas Pires ou Maria Velho da Costa. Para além das encenações de espectáculos como Uma Noite de Reis, de William Shakespeare ( 1998), Castro, de António Ferreira ( 2003), Um Hamlet a mais, a partir da obra de Shakespeare ( 2003), Figurantes de Jacinto Lucas Pires ( 2004), UBus de Alfred Jarry ( 2005), D. João de Molière ( 2006), Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett ( 2006) e Saque de Joe Orton ( 2006), assinou ainda a direcção de vários espectáculos músico-cénicos. Em 1998 encenou Fados, em 2001 encenou a ópera The Turn of the Screw, de Benjamin Britten e em 2004 e 2005, Sondai-me! Sondheim, de Stephen Sondheim, Regressos e Cabelo Branco é Saudade.

Foi Director do Teatro Nacional S. João até 2009 e um dos Administradores da Union des Théâtres de Europe.

Adaptado de Sapo Saber a 09-04-2010

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