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"A ilha do dia antes", de Umberto Eco, regressa às livrarias com as novidades da Gradiva

A obra “A ilha do dia antes”, do escritor italiano Umberto Eco, sobre um marinheiro que naufraga em frente a uma ilha deserta, regressa às livrarias a partir de sexta-feira, numa edição da Gradiva.

A tradução continua a ser a de José Colaço Barreiros, feita para a Difel, que tinha anteriormente publicado este livro, em 1995.

De acordo com a editora, a Gradiva ficou com os direitos de publicação da obra de Umberto Eco, quando a Difel acabou, e reedita agora a obra, com uma nova capa.

A história passa-se no verão de 1643, quando um jovem fidalgo piemontês, Roberto de la Grive, naufraga nos Mares do Sul e se depara com uma ilha que não consegue alcançar.

O náufrago vive a sua aventura solitária, toda assente na memória (de paixões insatisfeitas, duelos, assédios e tramas de espionagem à sombra de dois cardeais) e na espera de aportar a uma ilha afastada no espaço, mas também no tempo.

“Umberto Eco, magistral contador de histórias, cria uma viagem de aventura e conhecimento, construindo um fascinante enredo que entrelaça a realidade com a ficção de um modo ímpar”, afirma a editora, acrescentando que, nesta obra, “não faltam o bem conhecido humor e a reconhecida erudição do autor, conjugados numa das suas mais surpreendentes obras”.

A editora publica também, na sua coleção “Ciência Aberta”, um livro da autoria do físico norte-americano Lawrence M. Krauss, intitulado “Um Universo Vindo do Nada. Porque há algo em vez de nada?”.

Com posfácio do biólogo e escritor britânico Richard Dawkins, autor de várias publicações de divulgação científica, este livro debruça-se sobre questões como “de onde veio o Universo?” ou “o que havia antes?”.

A editora destaca não apenas a análise científica da origem do mundo, mas também “a clareza das explicações e o estilo irónico” do autor para tornar a obra atrativa.

“As várias edições têm suscitado debates um pouco por todo o lado”, porque apresenta “provas convincentes sobre como o cosmos complexo evoluiu”, abrindo portas a uma antevisão do futuro, acrescenta.

No domínio da filosofia, estará nas livrarias, também a partir de dia 17, “A Cigarra Filosófica. A vida é um jogo?”, de Bernard Suits, um livro sobre a natureza dos jogos e o próprio sentido da vida, em que “o autor demonstra que se pode ser tão jocoso quanto sagaz”.

Em meados do século XX, o filósofo Ludwig Wittgenstein afirmou que os jogos são indefiníveis. Bernard Suits parte desta afirmação para a contestar e sustentar, apresentando uma tese, segundo a qual “não só os jogos podem ser explícita e significativamente definidos, como jogar é uma componente fundamental do ideal de existência humana”, revela a editora.

Para os mais novos, a Gradiva Júnior lança o livro de aventuras “Jake Atlas e o Túmulo da Serpente Esmeralda”, de Rob Lloyd Jones, que traça uma aventura de dois irmãos gémeos durante uma viagem pelo Egito, bem como um novo livro, com quatro histórias, da bruxa Mimi – “’Bora Mimi” -, da autoria de Laura Owen e Korky Paul.

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