Russel Brand disse na sexta-feira que teve “uma semana deprimente”, naquela que foi a primeira reação após ser acusado de agressão sexual e violação, o que não comentou explicitamente.

“Obviamente, foi uma semana atípica e deprimente, e agradeço muito pelo vosso apoio e por terem questionado as informações que estão a ser apresentadas", declarou o ator e comediante britânico num vídeo publicado nas suas redes sociais: tem mais de seis milhões de subscritores no YouTube, 11,2 milhões no X (antigo Twitter), 3,8 milhões no Instagram e 1,4 milhões na plataforma Rumble, popular entre os teóricos da conspiração.

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"Preciso agora do vosso apoio, mais do que nunca", acrescentou.

Brand não mencionou diretamente a investigação conjunta ao longo de um ano do Channel 4, The Sunday Times e The Times na qual quatro mulheres fizeram acusações de violação, agressão sexual e abuso emocional contra ele, entre 2006 e 2013. Uma delas tinha 16 anos à época.

Em vez disso, criticou as grandes empresas de tecnologia por tentarem silenciar os meios de comunicação independentes e ele próprio.

O VÍDEO.

Desde que as alegações se tornaram públicas a 16 de setembro, a polícia de Londres disse que tinha sido contactada sobre outro alegado ataque em 2003 e tornaram-se virais vários vídeos de programas onde Brand fazia alusões sexuais.

Na quinta-feira, uma mulher acusou-o de se expor à sua frente no escritório da BBC em Los Angeles em 2008 e rir-se disso minutos depois no seu programa na BBC Radio 2.

A BBC e outros canais anunciaram a remoção de parte dos conteúdos onde participa das suas plataformas e a abertura de inquéritos internos para averiguar o que se passou na época dos alegados acontecimentos. Também o seu canal no YouTube foi desmonetizado.

Ainda foram cancelados os restantes espetáculos de uma digressão e suspenso o lançamento de um novo livro.