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Atriz britânica Romola Garai diz que se sentiu "violentada" por Harvey Weinstein

A atriz britânica Romola Garai relatou esta terça-feira como se sentiu "violentada" depois de uma reunião com Harvey Weinstein, em mais um depoimento contra o produtor americano acusado de assédio sexual.

Conhecida pelo filme "Expiação", a atriz contou ao jornal The Guardian que passou há muitos anos por uma audição "humilhante", que considerou um "abuso de poder".

"Tive de comparecer no quarto de hotel dele no Savoy e ele abriu a porta de roupão. Eu tinha apenas 18 anos. Senti-me violentada, ficou gravado na minha memória", conta.

Quando estava no quarto, ela sentou-se numa cadeira e teve uma rápida conversa com o produtor sobre o filme, mas sentiu-se "rebaixada pelo abuso de poder".

Para ela, o incidente reflete a maneira de Weinstein se aproximar das mulheres da indústria do cinema, ao colocar jovens atrizes em "situações humilhantes" para provar que "tem o poder para fazer isto".

Weinstein foi demitido do seu próprio estúdio, a Weinstein Company, depois de ter sido acusado de ter assediado sexualmente várias mulheres durante décadas.

Várias mulheres, entre elas as atrizes Ashley Judd e Rose Mcgowan, acusam-no de as ter obrigado a vê-lo despido, de lhes pedir massagens, ou mesmo de propor ajudá-las nas suas carreiras em troca de favores sexuais.

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