Durante o dia, o centro da cidade vai receber eventos de música, dança, gastronomia, palestras, exposições, artesanato, teatro, literatura e atividades para crianças. À noite, o fadista Carlos do Carmo atua no centro cultural Zeiterion.

O cônsul português da cidade, Pedro Carneiro, diz que o evento, "pelo seu conteúdo e pela sua qualidade, procura ser uma montra da cultura e da tradição portuguesa, refletindo a sua riqueza e diversidade."

"A comunidade portuguesa e luso-americana revê-se no evento e sente-se orgulhosa e o público norte-americano aprende a conhecer um pouco mais de Portugal e dos portugueses", explica.

As ruas estarão decoradas com carros alegóricos e decorações, responsabilidade do Clube Madeirense, que incluem uma réplica do navio Santa Maria, e poderá ser visitado o bote baleeiro Pico, propriedade da Sociedade Príncipe Henrique de New Bedford.

No palco dedicado à música, irão atuar os conjuntos Ilhas de Bruma, Senza, Três Primos e o grupo de folclore do Clube Madeirense S.S. Sacramento.

Na tenda dedicada à culinária, vão fazer demonstrações os ‘chefs' e autores Joseph Cordeiro, Michael Gomes e Kristen Davis.

Petiscos como sandes de linguiça, malassadas, pastéis de bacalhau, favas secas e tremoços serão assegurados por organizações e empresas como a Portu-galo ou a Tia Maria's.

Os visitantes poderão votar no concurso de melhor pão doce ou participar na primeira maratona de leitura em português d'”Os Lusíadas”, que conta já com mais de 50 leitores já inscritos.

Será ainda possível ver uma exposição de fotografia de Peter Pereira, que dará uma palestra, distinguido seis vezes como melhor fotojornalista da Nova Inglaterra, e assistir a excertos da peça de teatro "Through a Portagee Gate", que conta a história de um imigrante português na cidade durante os anos 30.

A realização do evento envolve 15 organizações da comunidade, como o Clube Madeirense, a Casa dos Açores da Nova Inglaterra, a Sociedade Príncipe Henrique de New Bedford ou o Centro para Estudos Portuguese da Universidade de Massachusetts em Dartmouth.

"Este Festival é também importante porque reúne um conjunto muito alargado de organizações que desenvolvem habitualmente um trabalho muito relevante ao longo do ano, de forma individual, e que aqui têm a oportunidade de trabalhar em equipa e mostrar que a comunidade unida é verdadeiramente mais forte", explica o cônsul Pedro Carneiro.