Ambos os atores, que apresentavam no festival o filme dirigido por George Clooney, "Suburbicon" - que concorre ao Leão de Ouro -, afirmaram apoiar os movimentos que querem proibir a bandeira dos Confederados ou renomear as escolas que têm nomes de heróis da Guerra de Secessão (1861-1865).

As estátuas dos generais sulistas "devem ser retiradas", declarou Julianne Moore.

"Estes símbolos da Guerra de Secessão simplesmente não podem estar nas nossas cidades, sob o olhar de nossos filhos", afirmou.

A atriz, de 56 anos, envolveu-se pessoalmente numa campanha para mudar o nome de uma escola na Virgínia chamada Jeb Stuart, um dos generais mais prestigiados do exército dos Confederados.

George Clooney disse que se posicionou sempre do lado dos rebeldes quando participava, na infância, em representações da Guerra Civil na sua cidade natal de Kentucky.

"Tínhamos que escolher entre ser um soldado da União ou um rebelde, e eu escolhia ser o rebelde", assegurou.

"Realmente não entendíamos a história da bandeira dos Confederados, que existia a escravidão por trás disso tudo", acrescentou.

"Hoje, se querem ter o símbolo nas suas camisas ou pendurar a bandeira no jardim, força, sigam em frente! Boa sorte com os vizinhos", disse.

"Mas pendurar a bandeira num edifício público que os contribuintes afro-americanos pagaram em parte, isso é inaceitável e temos que colocar um fim nisso. É importante", concluiu o ator, de 56 anos.

A polémica sobre os símbolos sulistas aumentou nos últimos anos nos Estados Unidos.

Para os seus opositores, representam o racismo e a opressão que os negros sofreram nos estados do Sul. Para os seus defensores, retirar estes símbolos significa apagar uma parte da história americana.

Além disso, a polémica foi reacendida há alguns dias após a morte de uma mulher em Charlottesville (Virgínia) durante a violência entre supremacistas brancos - que protestavam contra a retirada de uma estátua do general sulista Robert E. Lee - e os manifestantes antirracismo.